Já há uma lista candidata aos órgãos sociais da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM). José Miguel Encarnação propõe-se a presidente da direcção da associação. O editor do jornal O Clarim diz que será “um ouvido activo” para os associados e que a AIPIM será “uma associação cooperante com as entidades oficiais”. As eleições realizam-se no próximo sábado.
A Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM) vai realizar uma assembleia geral ordinária eleitoral no próximo sábado, dia 30 de Abril, pelas 10h30, na Casa Garden. Depois de mais de um ano à espera de eleições, surge agora uma lista candidata aos órgãos sociais da associação, encabeçada por José Miguel Encarnação, editor do jornal O Clarim.
José Miguel Encarnação candidata-se, então, ao cargo de presidente da direcção e Paulo Barbosa ao cargo de vice-presidente. Dinis Chan faz parte da lista enquanto secretário da direcção. Oswald Vas será o tesoureiro e Elsa Jacinto vogal. José Carlos Matias, presidente cessante da direcção da AIPIM, será o presidente da assembleia geral, enquanto António Bilrero e Mei Mei Wong serão os vogais da assembleia geral. Guilherme Rego candidata-se a presidente do conselho fiscal. Margarida Vidinha e João Carreira serão os vogais deste órgão.
Ao PONTO FINAL, José Miguel Encarnação, sócio fundador da associação e presença constante nos seus órgãos sociais, explicou que um dos motivos pelos quais se candidata ao cargo tem a ver com o facto de a direcção da AIPIM estar há mais de um ano apenas em gestão. Recorde-se que, por falta de listas candidatas, as eleições têm vindo a ser adiadas desde o ano passado. “Começámos a ver, por parte da sociedade em geral, uma vontade de que a associação resolvesse a sua situação”, apontou.
“Nós vimos que não podíamos continuar nesta situação”, referiu Encarnação, acrescentando: “Achámos que era uma situação que já se estava a prolongar por muito tempo, era preciso a associação voltar a funcionar em pleno, ser dinamizada e continuar a existir”. O editor do jornal O Clarim lembra que a AIPIM faz parte da União de Beneficência das Associações de Trabalhadores da Comunicação Social de Macau, que assegura o seguro de saúde dos associados, e, também por isso, “era bom clarificar o mais depressa possível” a situação da associação de imprensa.
No que toca à defesa da liberdade de imprensa em Macau, o futuro presidente da direcção da AIPIM diz que a associação deve “continuar na linha do que tem sido a sua postura até este momento”. “À medida que nos forem chegando situações e nos formos apercebendo de situações no dia a dia, nós actuaremos de acordo com as circunstâncias que levaram a essas situações”, afirmou, ressalvando que a associação vai ouvir “todos os lados” antes de decidir o que fazer. “Para não actuarmos nem em excesso nem em défice”, justificou, reiterando: “Temos de ponderar muito bem quais são as circunstâncias que levam a determinadas situações para depois actuarmos em conformidade, nem a mais nem a menos”.
Questionado sobre a sua opinião acerca das denúncias de diminuição da liberdade de imprensa no território – nomeadamente no caso da TDM, de onde se demitiram dez jornalistas por terem sido avisados para não divulgarem notícias contrárias às políticas do Governo Central -, José Miguel Encarnação comenta que “a TDM é uma situação que penso que está resolvida”. “Os dois lados, tanto administração como trabalhadores, foram dialogando ao longo dos últimos meses. Houve pessoas que decidiram ficar, outras decidiram sair. Agora a TDM está numa nova fase da sua vida e a cumprir o serviço público para a qual foi criada”, afirmou.
Encarnação diz que vai ser um “ouvido activo” para auscultar as preocupações dos associados. “[A associação vai] ouvi-los com atenção e depois ser a sua voz junto das entidades competentes para que as entidades competentes saibam quais são os seus anseios”, refere, concluindo: “Não o irei fazer apenas quando houver críticas negativas, também o irei fazer quando houver críticas construtivas, para que sejamos uma associação cooperante com as entidades oficiais”.
PONTO FINAL











