A Direcção dos Serviços de Turismo entrou em contacto com as agências de viagens pedindo para que tenham uma melhor coordenação do itinerário das excursões turísticas em Macau. O organismo apelou ainda aos turistas para terem em atenção o seu comportamento e higiene pessoal durante a viagem a Macau. Maria Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, quer evitar assim a concentração de visitantes, o que poderá bloquear a circulação dos residentes nas ruas e na entrada dos prédios.
Na sequência do aumento exponencial de excursões turísticas em Macau, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) assegurou que foi solicitado às agências de viagens para que organizem melhor o itinerário dos grupos de viagem para evitar aglomerações de turistas nas ruas e bairros residenciais.
A garantia foi feita por Maria Helena de Senna Fernandes, directora da DST, em resposta a uma interpelação de Ella Lei, na qual a deputada pediu soluções sobre os impactos causados aos residentes pela organização inadequada das excursões, bem como a fiscalização das actividades turísticas.
A DST disse ter enviado um ofício circular à indústria para que se coordenem melhor as visitas aos principais pontos de interesse turístico e as horas de refeições, “a fim de poder ser feita uma triagem das viagens dos grupos turísticos, por forma a evitar a aglomeração de um grande número de visitantes no mesmo local e no mesmo período, obstruindo dessa forma o acesso a ruas ou edifícios que estão nas proximidades”.
As agências de viagens foram exigidas ainda a fazerem um apelo aos motoristas dos autocarros de turismo para que prestem atenção às regras de trânsito e à segurança na condução, evitem parar ou estacionar ilegalmente os veículos e desliguem o motor dos veículos em caso de paragem. O Executivo quer também que as excursões apelem aos visitantes para que “tenham cuidado com o seu comportamento e higiene pessoal”.
Recorde-se que, após a retoma das actividades turísticas quer individuais quer em grupo, têm surgido várias críticas sobre os impactos à vida quotidiana dos moradores. Alguns turistas têm entrado em prédios privados para tirar fotografias, deixam lixo nos espaços públicos ou fazem filas junto à porta de restaurantes, obstruindo assim a via pedonal e o acesso aos prédios residenciais. A DST, nesse sentido, mobilizou pessoal para as ruas das proximidades dos locais turísticos para coordenar e sensibilizar os guias turísticos e visitantes para este assunto.
Por outro lado, a deputada associada aos Operários reconheceu, na interpelação, a necessidade de combate às práticas ilegais e irregularidades do turismo, incluindo guias turísticos ilegais, pensões ilegais e excursões a preços muito baixos. “Algumas podem originar problemas de refeições, transporte ou programa de viagem, bem como compras obrigatórias, o que afecta a imagem de Macau enquanto cidade turística, a experiência dos visitantes e até a vida quotidiana e as deslocações dos residentes”, assinalou Ella Lei.
Segundo a directora dos Serviços de Turismo, foram realizadas mais de 400 acções de inspecção do início do ano até meados do mês passado nos postos fronteiriços e pontos de interesse turístico. Entre estas, 19 operações foram acções conjuntas com o Corpo de Polícia de Segurança Pública e a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, tendo sido registados seis autos de notícia a casos suspeitos do exercício ilegal da profissão de guia.
Helena de Senna Fernandes revelou ainda que será ajustado o conteúdo da proposta de lei da actividade das agências de viagens e da profissão de guia turístico devido às mudanças na sociedade e na indústria turística. A responsável indicou o reagendamento da apresentação do diploma dado que Macau sofreu o impacto da pandemia e algumas alterações sugeridas, como o aumento do valor de caução, poderão aumentar encargos ao sector.











