APOMAC quer aumento do montante dos cheques pecuniários e nova ronda de cartões de consumo

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FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

A Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) comemorou 25 anos a reivindicar melhores condições para os idosos. Ao PONTO FINAL, Francisco Manhão, presidente da direcção da associação, pediu o aumento do montante injectado anualmente nas contas de previdência central, a subida do valor dos cheques pecuniários, uma nova ronda de cartões de consumo e o aumento dos salários da função pública.

 

Fez ontem 25 anos desde que a Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) foi constituída oficialmente. A data foi assinalada com uma série de reivindicações com vista a melhorar a vida dos idosos do território.

Em declarações ao PONTO FINAL, Francisco Manhão instou o Governo a actualizar o valor injectado anualmente nas contas do regime de previdência central, que actualmente é de 7.000 patacas. O presidente da direcção da associação pediu também o aumento dos montantes do plano de comparticipação pecuniária, que actualmente estão nas 10.000 patacas para residentes permanentes e 6.000 para não permanentes.

Manhão pediu ainda uma nova ronda do cartão de consumo e a actualização salarial dos trabalhadores da função pública. Neste âmbito, o dirigente da APOMAC sugeriu também a introdução de um novo sistema salarial para os funcionários públicos, uma vez que, segundo Manhão, o índice multiplicador está “desactualizado” e produz uma maior desigualdade entre trabalhadores. Esse índice multiplicador dos salários deveria beneficiar quem recebe menos e deixar de ser igual para todos os funcionários públicos, explica o presidente da APOMAC.

O dirigente destacou que, ao longo destes 25 anos, a APOMAC tem vindo a resolver os problemas burocráticos que vão surgindo aos reformados e pensionistas da região, nomeadamente problemas que têm que ver com a Caixa Geral de Aposentações de Portugal, apresentação da prova de vida e preenchimento do IRS, por exemplo. Ultimamente, uma parte considerável dos trabalhos da APOMAC tem que ver com o auxílio no envio das provas de vida dos associados que são aposentados da Caixa Geral de Aposentações. “As coisas estão a caminhar favoravelmente para a APOMAC e para os seus associados”, salientou Manhão.

Actualmente, a APOMAC tem mais de 800 associados. Há 22 anos começou com 250. Nos anos seguintes à sua fundação, a associação registou um aumento assinalável no número de associados e, aos seis anos, já tinha 1.200. Entre os serviços que a APOMAC oferece estão a sala recreativa, a cantina, as carrinhas de transporte adaptadas para associados com dificuldades de locomoção e até há pouco tempo tinha uma policlínica, que, entretanto, fechou.

Contudo, o futuro é incerto. O dirigente queixa-se de que a associação precisa de pessoas que o substituam no cargo de presidente da direcção bem como a Jorge Fão, presidente da assembleia-geral. “Gostava de que alguém tivesse vontade de assumir o cargo que estou a desempenhar, mas ninguém aparece com uma lista para nos substituir”, lamentou.

A associação fundada em 2001 por Jorge Fão tem como objectivo representar e defender os interesses dos reformados e aposentados de Macau. A APOMAC também promove e organiza acções e iniciativas de natureza social e cultural para os seus associados.