Embarcação interceptada por alegado contrabando de medicamentos controlados de Hong Kong para Macau

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A Alfândega de Hong Kong detectou um caso suspeito de contrabando de mercadorias da cidade vizinha para Macau, tendo apreendido produtos com um valor de mercado estimado em cerca de 71 milhões de dólares de Hong Kong.

O caso foi divulgado ontem e, segundo a Alfândega de Hong Kong, uma embarcação de comércio fluvial foi interceptada na quarta-feira da semana passada perto de Chek Lap Kok, na ilha Lantau, onde foi encontrado um “grande lote” de mercadorias suspeitas de contrabando, incluindo produtos farmacêuticos, material para injecções cosméticas, charutos, telemóveis e peças electrónicas. Uma nota emitida ontem pelo governo local aponta que as investigações ainda estão em curso e “não exclui a possibilidade de detenções”.

A embarcação, que partiu de Hong Kong para Macau e que alegava trazer tomadas eléctricas, transportava no seu contentor 17 lotes de mercadorias não declaradas na lista de carga, segundo noticiou o portal HK01, e que continham mais de 7,8 milhões de produtos farmacêuticos, mais de 8.000 seringas de produtos de beleza, 55 quilogramas de charutos, mais de 800 telemóveis e mais de 6.000 peças de acessórios electrónicos.

Em conferência de imprensa, a Alfândega de Hong Kong disse acreditar que o grupo, que praticou alegadamente o transporte ilegal, terá declarado na alfândega artigos de uso diário comuns e de baixo valor para contrabandear mercadorias sujeitas a impostos, de forma a se “esquivar ao pagamento dos mesmos”. As autoridades apelaram ainda à população para que não utilize produtos farmacêuticos e injectáveis cosméticos de origem desconhecida.

De acordo com a Alfândega da cidade vizinha, o contrabando é um crime grave e, nos termos da lei vigente de importação e exportação, qualquer pessoa considerada culpada de importar ou exportar carga não declarada está sujeita a uma multa máxima de 2 milhões de dólares de Hong Kong e pena de prisão de sete anos, caso seja condenada.