Os Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico asseguraram estar a acompanhar a variação dos preços do combustível devido à instabilidade no panorama geopolítico internacional. Segundo as autoridades, o preço médio da gasolina sem chumbo 98 registou uma subida de 2% em relação ao mês passado. O Aeroporto de Macau indica não ter recebido qualquer notificação do aumento das sobretaxas dos voos, enquanto em Hong Kong duas operadoras aéreas já anunciaram os ajustes.
As tensões no Médio Oriente levaram a flutuações significativas nos preços internacionais dos combustíveis. Em Macau, as fornecedoras também continuam a anunciar novos preços, mais elevados, para a gasolina sem chumbo 98 e gasóleo para veículos.
A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), em resposta à situação, admite que a actual instabilidade no panorama geopolítico internacional provoca a “relativa volatilidade” dos preços internacionais do petróleo bruto, mas garante a fiscalização dos preços em Macau. “O Grupo de Trabalho para a Fiscalização dos Combustíveis continua a acompanhar de perto a situação, com o objectivo de salvaguardar os direitos dos consumidores residentes e promover o desenvolvimento saudável e ordenado do mercado”, assegurou.
Em declarações ao Jornal Ou Mun, a DSEDT citou os dados do referido grupo ao indicar que, desde o início do ano, o preço médio local de retalho da gasolina sem chumbo 98 e do gasóleo sofreu três ajustamentos. Já o preço médio da gasolina sem chumbo 98 era, na terça-feira, de 15,05 patacas por litro, o que representa um ligeiro aumento de 0,36 patacas em comparação com o mesmo período do mês passado, um aumento aproximado de 2%.
O PONTO FINAL consultou ontem o portal do Conselho dos Consumidores sobre os preços dos combustíveis e verificou que já houve alterações recentes dos preços, nomeadamente nos últimos dois dias.
No que diz respeito à gasolina sem chumbo 98, entre as cinco empresas fornecedoras, duas – Total e CALTEX- aumentaram ontem os preços, enquanto três – nkoil, ESSO e Shell – fizeram-no na quarta-feira. Em comparação com os preços anteriores, os aumentos variaram entre um mínimo de 1,3% e um máximo de 5,2%. Os preços mais recentes variam entre um mínimo de 15,09 patacas por litro e um máximo de 16,09 patacas.
Em relação ao gasóleo com baixo teor de enxofre, os ajustamentos ocorreram ao mesmo tempo que os da gasolina sem chumbo, com aumentos que variaram entre 1,2% e 4,9% em comparação com os preços anteriores. Um litro de gasóleo com baixo teor de enxofre custa entre 16,94 patacas e 17,89 patacas.
A gasolina premium que se vende na ESSO e Shell também sofreu aumentos na quarta-feira e ontem, respectivamente, ao subir os preços em 11,8% e 9,9%. Os preços mais recentes fixaram-se em 17,1 patacas e 17,69 patacas, respectivamente.
O Grupo de Trabalho da DSEDT, nesse sentido, garantiu também que continuará a recolher e analisar “sistematicamente” os preços internacionais dos combustíveis, os custos de importação e os preços de retalho em Macau e nas regiões vizinhas. “Manter-se-á uma comunicação regular com o sector, a fim de garantir uma supervisão eficaz dos preços dos combustíveis. Além disso, o Grupo de Trabalho recolherá dados sobre os preços dos combustíveis através de múltiplos canais e divulgará actualizações atempadas ao mercado, aumentando assim a transparência”, salientou.
VOOS PODEM FICAR MAIS CAROS
A subida dos preços dos combustíveis não afecta só os veículos, mas também os preços dos voos. A Hong Kong Airlines anunciou o aumento da sobretaxa de combustível para passageiros desde ontem.
A Cathay Pacific informou já que ajustará a sua sobretaxa de combustível a partir do dia 18 deste mês, uma vez que “os preços do combustível da aviação quase que duplicaram desde Março devido à situação no Médio Oriente”. A operadora aérea afirmou ainda que o aumento da procura por voos para a Europa elevou, inevitavelmente, os preços dos bilhetes.
No entanto, em Macau, a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau disse que, para já, nenhuma companhia aérea sinalizou planos para introduzir sobretaxas adicionais.
Por outro lado, a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) referiu que não vê neste momento uma “pressão aparente” para aumentar as tarifas, mas vai acompanhar de perto os preços do petróleo e da electricidade importada.











