O autor vencedor do Prémio Pulitzer, Hernán Diaz, partilhou com o público do Festival Literário de Macau um vislumbre do seu processo criativo e revelou detalhes do seu livro concluído, mas ainda não publicado, “Ply”.
O escritor argentino-americano, conhecido pelos livros “In the Distance” e “Trust”, finalista e vencedor do Prémio Pulitzer, respectivamente, surpreendeu a plateia ao anunciar que o seu próximo trabalho se aventura na ficção científica. “Ply” passa-se num futuro distante e acompanha a história de uma jovem “pincher” – alguém que rouba energia e a vende no mercado negro. A paranóia da protagonista leva-a a descobrir uma invenção capaz de alterar o espaço e o tempo. “Foi um livro divertido de escrever, tive que aprender muito”, partilhou Diaz.
Durante o seu painel na tarde de domingo, o autor apresentou também a sua filosofia de escrita, confessando inveja de escritores que trabalham metodicamente: “Não sou um escritor platónico”, declarou, “Não acredito num romance ideal que depois encontra a sua expressão numa forma contingente. Não acredito nisso, são todas frases, só isso”.
O ex-académico, que possui um doutoramento pela Universidade de Nova Iorque e actua como director associado do Instituto Hispânico da Universidade de Columbia, reflectiu ainda sobre os seus heróis literários. Citou “Dom Quixote” como um dos maiores livros já escritos, argumentando que todos os grandes romances desde então deveriam tentaram responder à pergunta “o que é um romance?”, indirectamente colocada por Miguel de Cervantes.
Com “Trust” actualmente em desenvolvimento como uma série limitada da HBO, protagonizada por Kate Winslet, e “Ply” agora concluído, Hernán Diaz continua a provar o porquê de ter sido nomeado o Autor Distinto Peggy V. Helmerich de 2025.












