Os Serviços de Saúde apelam aos residentes que pretendam viajar para regiões afectadas pelo sarampo para que completem a vacinação com uma antecedência mínima de duas semanas. A informação foi divulgada ontem, na sequência de um aumento substancial de casos de sarampo em diversas regiões do Japão e de uma “propagação contínua” da doença em países como a Indonésia, as Filipinas ou os Estados Unidos da América.
De acordo com os dados mais recentes das autoridades de saúde do Japão, desde o início do ano e até dia 18 de Fevereiro foram registados 43 casos de sarampo em todo o país, com destaque para as prefeituras de Tóquio, Osaka, Chiba e Niigata. Os números deste ano já superaram os casos registados no período homólogo do ano passado, sendo que mais de 55% dos infectados tem um historial de vacinação incompleto ou desconhecido. Os principais infectados foram adultos com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos.
Macau recebeu em 2014 uma acreditação da Organização Mundial de Saúde (OMS), tornando-se então a primeira região do Pacífico Ocidental a eliminar o sarampo. Ainda assim, o risco de importação e propagação do sarampo persiste devido ao carácter turístico da cidade.
Em comunicado, os Serviços de Saúde indicam que os residentes nascidos em ou depois de 1970 devem ser inoculados “o mais rápido possível” antes de se deslocarem às regiões afectadas. Por sua vez, os residentes com idade inferior a 18 anos são aconselhados a tomar duas doses da vacina de forma a obter imunidade completa.
Para além dos residentes, para quem a inoculação é gratuita, também os não residentes autorizados a permanecer em Macau por um longo período (como estudantes ou trabalhadores não residentes) podem agendar a vacinação nos centros ou postos de saúde através de marcação prévia.
Os residentes que apresentem sintomas suspeitos, como febre, erupção cutânea e conjuntivite, devem recorrer ao médico e apresentar informações detalhadas sobre o seu histórico de viagens.











