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      InícioGrande ChinaChina retira mais de 3.000 cidadãos após morte de chinês em Teerão

      China retira mais de 3.000 cidadãos após morte de chinês em Teerão

      A China informou ontem que mais de 3.000 cidadãos chineses foram retirados do Irão desde o início da ofensiva militar no país, após confirmar a morte de um dos seus nacionais em Teerão devido ao conflito.

      A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que, desde que a situação de segurança “se tornou tensa”, o ministério, a embaixada e os consulados da China no Irão emitiram vários alertas e instaram os cidadãos chineses a abandonar o país “o mais rapidamente possível”.

      Segundo a responsável, até segunda-feira mais de 3.000 cidadãos chineses deixaram o Irão, enquanto as representações diplomáticas chinesas em países vizinhos enviaram equipas para postos fronteiriços, a fim de prestar assistência aos que atravessam por via terrestre.

      “Tendo em conta a atual e grave situação de segurança no Irão, recordamos solenemente aos cidadãos chineses que reforcem as suas medidas de proteção pessoal e evacuem o mais rapidamente possível de forma segura”, afirmou Mao.

      A actualização surge após a confirmação da morte de um cidadão chinês em Teerão, no contexto da ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão e das subsequentes represálias na região.

      Petrolíferas chinesas disparam em bolsa com crise no Médio Oriente

      As três principais petrolíferas estatais chinesas fecharam ontem com ganhos de 10% na Bolsa de Xangai, o limite diário de valorização, impulsionadas pela subida do crude após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.

      Segundo o portal especializado Gelonghui, é a primeira vez que a PetroChina, a Sinopec e a Cnooc registam a valorização máxima permitida numa mesma sessão no mercado de Xangai.

      Uma oscilação no valor das ações de 10% leva automaticamente à suspensão das negociações.

      A PetroChina atingiu máximos desde 2015 e a Sinopec desde 2018, enquanto a Cnooc alcançou um recorde de capitalização bolsista neste mercado, onde se estreou em 2022.

      Em Hong Kong, onde as três empresas também estão cotadas, os ganhos eram, minutos antes do fecho, de 4,09% para a PetroChina, 2,57% para a Sinopec e 6,16% para a Cnooc.

      Segundo o mesmo meio, cerca de uma dezena de outras empresas do setor energético registaram igualmente a valorização máxima permitida na China continental. Entre elas, a Tong Petrotech, que presta serviços de perfuração, subia quase 20%, limite aplicável a algumas empresas na Bolsa de Shenzhen.

      A conjuntura beneficiou também empresas ligadas ao ouro e à prata, considerados ativos de refúgio em períodos de incerteza. A Hunan Gold, em Shenzhen, e a Chifeng Gold, em Xangai, avançaram 10%.

      A sessão foi igualmente positiva para os setores da defesa, aeroespacial e transporte marítimo, enquanto as companhias aéreas recuaram, pressionadas pela subida do preço do petróleo e pelos encerramentos de espaços aéreos no Médio Oriente.

      O preço do barril de Brent subia cerca de 8% esta manhã para 78,22 dólares, após o ataque ao Irão, um dos principais produtores da OPEP+ e país que controla o estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do comércio mundial de crude.

      O Irão representa cerca de 11% das importações chinesas de petróleo, sendo a China o maior comprador mundial, mas aproximadamente 45% do crude adquirido por Pequim provém de outros países do Golfo, como a Arábia Saudita, o Iraque e o Kuwait.

      Apesar disso, especialistas citados pela imprensa local consideram que o impacto da suspensão do trânsito em Ormuz anunciada por grandes companhias marítimas seria “geralmente controlável”. Já Alicia García Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do Natixis, defendeu que a crise iraniana representa para a China um “risco maior” do que o caso da Venezuela.

      Segundo a analista, o Irão tem fornecido à China petróleo com desconto, frequentemente contornando as sanções norte-americanas através do ‘comércio triangular’ – através de terceiros países –, com transacções liquidadas maioritariamente na moeda chinesa, o yuan. “Este acordo manteve a economia iraniana à tona em meio ao isolamento ocidental, ao mesmo tempo que fornece a Pequim combustível barato”, afirmou. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau