Rentabilidade anual da Reserva Financeira da RAEM atingiu recorde de 6,9%

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No ano passado, a Reserva Financeira da RAEM registou um rendimento de investimento de 42,92 mil milhões de patacas, com a sua rentabilidade anual a atingir os 6,9%, um novo recorde.

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) indicou que, até ao final do ano passado, o valor dos capitais da Reserva Financeira ascendeu a 666,74 mil milhões de patacas, dos quais a reserva básica representava 167,29 mil milhões de patacas e a reserva extraordinária 499,45 mil milhões de patacas.

Num comunicado sobre a situação dos investimentos da Reserva Financeira, divulgado ontem, a AMCM diz que, no primeiro semestre do ano passado, “as medidas pautais alteraram o panorama do comércio global e a geopolítica tornou-se mais complexa, levando a mudanças significativas nos mercados financeiros internacionais, tendo os principais mercados accionistas e obrigacionistas sofrido ajustamentos”. Posteriormente, “com os progressos nas negociações comerciais e a redução gradual das tarifas, conjugados com a adopção de políticas monetárias relativamente mais acomodatícias nas principais economias, complementadas por políticas orçamentais expansionistas de apoio à economia, e ainda o dinamismo contínuo no sector da inteligência artificial, os preços dos activos de risco registaram uma recuperação e uma subida gradual”. “Ao longo do ano, os mercados accionistas e obrigacionistas apresentaram, de um modo geral, um desempenho resiliente”, diz o organismo.

Este ano “prevê-se que as principais economias globais continuem a recorrer a diversas medidas e políticas para impulsionar o crescimento económico, verificando-se uma coexistência de oportunidades e desafios no ambiente de investimento”. “A Reserva Financeira continuará a cumprir rigorosamente o princípio de investimento seguro, eficaz e estável, equilibrando o retorno e o risco através de uma alocação de activos prudente, flexível, diversificada e equilibrada, de modo a atingir o objectivo a médio e longo prazo de preservação do capital e da valorização dos activos da reserva”, assegura a AMCM.