Fundação Rui Cunha volta a oferecer papéis votivos “Fai chun”

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A Fundação Rui Cunha vai realizar mais uma edição do tradicional “Fai Chun – Oferta de Papéis Votivos”, um evento em que o público pode ir buscar, a título gratuito, mensagens de boa sorte escritas em caligrafia chinesa. A edição deste ano decorre durante dois dias, hoje e amanhã, entre as 10h e as 16h.

No período em questão, 41 mestres calígrafos e poetas locais estarão presentes na Fundação Rui Cunha para orientar a actividade e criar frases “bem-afortunadas e dísticos alusivos às celebrações do Novo Ano Lunar do Cavalo”, lê-se em comunicado. O convite estende-se a todos os residentes e visitantes, que podem entrar livremente no espaço para escolher os seus votos de boa sorte e prosperidade.

 Os “Fai chun” são decorações tradicionais de papel vermelho, com caligrafia chinesa, que se colocam nas portas por volta da altura do Ano Novo Chinês para atrair sorte, riqueza, saúde ou até outros desejos mais específicos, como sucesso nos estudos.

Na sua forma tradicional, os “fai chun” são de cor vermelha, com caracteres pretos ou dourados inscritos a pincel, embora actualmente sejam mais comuns as versões impressas ou produzidas em larga escala. Quando inclui o caracter chinês para “sorte”, é habitual colá-lo ao contrário nas portas de entrada para simbolizar a chegada de energia positiva, já que as palavras “invertido” e “chegada” são homófonas em mandarim.

O Ano do Cavalo de Fogo tem início a 17 de Fevereiro e dura até 5 de Fevereiro de 2027. Ao contrário do “introspectivo e intuitivo” Ano da Serpente, o Cavalo é associado a energia, aventura, vitalidade e impetuosidade. Segundo a descrição feita pela Fundação Rui Cunha, as pessoas nascidas sob este signo são “confiantes, sociáveis e responsáveis, embora não gostem de ser controlados pelos outros”.

A conjuntura para 2026 é igualmente dinâmica, marcada por “acções ousadas e decisivas a nível profissional e pessoal” que, para alguns, podem até roçar o “intenso ou instável”. Ainda assim, “é um momento para assumir riscos, abraçar a mudança e progredir rapidamente”.

A edição deste ano da iniciativa da Fundação Rui Cunha é co-organizada pela Associação de Poesia dos Amigos do Jardim da Flora.