Depois de alguns dias de céu descoberto e temperaturas amenas durante a tarde, o tempo vai voltar a arrefecer. Numa nota informativa publicada na sua página electrónica, a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) diz que o vento na região vai intensificar-se nos próximos dias e proporcionar “uma sensação térmica mais fresca”, para além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar.
As autoridades explicam que a “fraca intensidade do vento tem criado condições desfavoráveis para a dispersão” de poluentes e resultado, assim, na má qualidade do ar. Ao longo da última semana, os SMG têm activado quase diariamente o alerta de ar “insalubre”, calculado a partir dos dados obtidos nas estações de monitorização automática. Significa isto que a concentração de alguns poluentes em Macau tem sido superior aos valores de referência estipulados pelas “Normas de Qualidade do Ar Ambiente”.
Este cenário deverá alterar-se já a partir de hoje, com a influência de uma corrente de ar do quadrante leste. A par do vento, o céu limpo dará também dar lugar a períodos de nebulosidade e de chuva durante o fim-de-semana. A intensificação do vento e a precipitação vão contribuir para a descida das temperaturas e a circulação de ar estagnado, dizem as autoridades.
Domingo, o primeiro dia de Fevereiro, será aquele em que os termómetros atingirão as temperaturas mais baixas, com mínimas de 13 e máximas de 17 graus Celsius. O fenómeno deve-se à influência de uma monção de nordeste, que deverá atingir a costa meridional da China na noite de sábado. Os SMG alertam, porém, que “ainda existem diferenças significativas entre os vários modelos de previsão”, pelo que apelam à população para que se mantenha atenta às previsões mais recentes.
Recorde-se que a cidade de Macau ficou posicionada em 52.º lugar no último Relatório Mundial sobre a Qualidade do Ar da empresa suíça IQAir. O relatório de 2024, o mais recente, indicou que o território “excede de três a cinco vezes” as directrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS). Macau aparece entre o Sri Lanka (51.º) e a Guiana (53.º), numa posição superior à de Taiwan (54.º) e de Hong Kong (63.º). A China continental, por sua vez, surge em 21.º lugar. De acordo com o relatório, os cinco países e regiões mais poluídos do mundo são o Chade, o Bangladesh, o Paquistão, a República Democrática do Congo e a Índia.











