A crítica partiu de António RJ Monteiro, do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, que considera que não existe uma alternativa ao pagamento dos parquímetros. Para o macaense, a não inclusão de, por exemplo, Mpay ou Simple Pay, “opõe-seà essência de Macau querer inserir-se na construção de uma cidade inteligente”. A ideia foi sustentada por outros conselheiros.
Em mais uma reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, o conselheiro António RJ Monteiro lamentou a falta de visão do Governo ao colocar os parquímetros, não sem moedas, mas “sem Mpay ou Simple Pay”. “Há falta de alternativa para quem prefere o uso de moedas no pagamento dos parquímetros, como antigamente se aplicava. Porque se a tendência é deixar as moedas, não existe também a alternativa do Mpay ou de pagamento por telefone, ou mesmo outro tipo de pagamento como é o exemplo de Hong Kong, o que se opõe à essência de Macau querer inserir-se na construção de uma cidade inteligente”, afirmou o macaense.
António RJ Monteiro admite que, por exemplo, “a conta única do Governo poderia ser outra alternativa neste processo, já que vai ao encontro de facilitar a vida dos residentes”. A verdade, referiu ainda o conselheiro, é que “foram ouvidas vozes da opinião pública e existem queixas que o sistema de pagamento em estacionamentos públicos não são uniformes, sendo que alguns parques possuem o acesso automático sem necessitar do uso do cartão Macaupass, e outros exigem este uso para o seu acesso”. Por outro lado, acrescenta o também presidente da Associação dos Jovens Macaenses, “como é o exemplo do parque do NAPE na Alameda Dr. Carlos D´Assumpção, aceitam-se todos os tipos de pagamento, menos o Mpay, existindo um desentendimento ou de má interpretação junto da população”.
Com este impasse, lamenta Monteiro, alguns residentes “questionam se a aplicação destas medidas são para servir os anseios e a conveniência da população”. De igual forma, se a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT)“apresentou algum estudo ao público ou um inquérito para a aceitação destas medidas aplicadas, pois continuam a existir vozes contra sobre neste assunto”.
O conselheiro de Serviços Comunitários da Zona Central defende que a alternativa de pagamento por moedas “é um direito da população e até de condutores exteriores que podem conduzir em Macau”. “Em caso de o condutor esquecer um cartão ou o telemóvel nestas situações, mas existindo dinheiro em moedas ou em notas, estará ele a violar um direito? Pode um dia ocorrer ao Governo encerrar as caixas de pagamento via dinheiro, já que é tudo por meio electrónico? São algumas dúvidas levantadas por vários residentes preocupados”, questionou o macaense.
Uma coisa que António RJ Monteiro não tem quaisquer dúvidas, a aplicação ou a mudança de equipamentos que vão contra o quotidiano dos residentes, “sugere-se que tenham sempre em conta a conveniência dos residentes”. “É um serviço prestado à população em geral, devendo-se ter em conta a sua qualidade e em prol das suas necessidades. Penso que vale a pena estudar bem a questão a longo prazo, evitando constantes mudanças e não uniformizadas a curto prazo”, notou ainda o conselheiro.











