DSAL ajudou 153 idosos a voltarem ao mercado de trabalho

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais revelou ter ajudado, ao longo do ano passado, 153 idosos no seu regresso ao mercado de trabalho, que conseguiram emprego como seguranças e porteiros. O organismo assegura ter prestado apoios e criado condições para promover o emprego da população idosa, como emparelhamento de emprego e formação profissional.

Em 2025, um total de 153 residentes com idade igual ou superior a 65 anos conseguiram emprego através dos serviços de apoio do Governo, números avançados ontem pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Segundo revelou o organismo, os postos que estes seniores ocupam consistem principalmente em cargos não qualificados, como seguranças e porteiros de prédios residenciais.

A DSAL destacou que dispõe de diversas medidas de apoio ao emprego de idosos, incluindo iniciativas de correspondência de emprego, aconselhamento e formação profissional.

Em declarações ao Canal Macau em língua chinesa, Chan Ka In, chefe substituto do Departamento de Emprego, salientou que a DSAL disponibiliza serviços personalizados de apoio ao emprego para idosos que pretendem voltar a trabalhar, estabelecendo também um balcão de atendimento prioritário para os mesmos, especializado para o registo do pedido de emprego e emparelhamento de emprego.

O responsável indicou ainda que foi lançado, em 2016, o programa de formação profissional para pessoas com 55 anos ou superior, que tem como objectivo atribuir a indivíduos de meia-idade e idosos competências profissionais através dos cursos de formação. “O ‘feedback’ dos empregadores foi positivo. As empresas elogiam a força de trabalho idosa pela sua dedicação, pontualidade, sinceridade, atitude proactiva, sentido de responsabilidade e cortesia. Disseram que a ética de trabalho serve como modelo exemplar para os funcionários mais jovens e contribui positivamente para a cultura corporativa”, detalhou Chan Ka In.

De acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), até ao terceiro trimestre de 2025, Macau tinha 13.300 trabalhadores da faixa etária de 65 anos ou superior, tendo registado também 200 pessoas, do referido grupo etário, como subempregadas.

A DSAL afirmou previamente que vai acompanhar de perto as necessidades de emprego dos idosos e incentivar os sectores de actividade a facultarem mais oportunidades de emprego aos mesmos, “permitindo-lhes demonstrar as suas qualidades, concretizando a inclusão intergeracional”, pode ler-se numa resposta a uma interpelação da Assembleia Legislativa.

A DSAL, entre as medidas, co-organiza, desde 2017 e bienalmente, com o Instituto de Acção Social, actividades para elogiar os melhores trabalhadores idosos e as entidades empregadoras que contratem idosos, tendo em vista a criação de um ambiente social favorável à contratação de trabalhadores idosos. O organismo promove também a empregabilidade dos idosos através das diversas campanhas publicitárias.

A DSAL sugere ainda que, para os residentes idosos que estão fora do mercado de trabalho há algum tempo e desejam voltar a trabalhar, devem primeiro “se familiarizar com as condições actuais do local de trabalho” e “avaliar as suas capacidades e condição física”.

Por outro lado, a Associação de Segurança Social defende que o emprego de idosos poderá reforçar o mercado de trabalho local, bem como aliviar a pressão sobre o sistema de segurança social. “A nível global, enfrentamos o desafio da taxa de natalidade bastante baixa, o que implica uma contração na nossa população activa”, apontou O Lai Heong, directora da associação.

De acordo com as estatísticas mais recentes da DSEC, em Macau, a percentagem da população com idade igual ou superior a 65 anos já ultrapassou os 14%, prevendo-se que, antes e depois de 2030, Macau vai passar a ser uma “sociedade superenvelhecida”.

O Lai Heong considera que incentivar o regresso ao emprego entre idosos pode moderar, de forma eficaz, a aceleração das despesas com a segurança social causada pelo envelhecimento, aumentando assim a sustentabilidade do quadro da segurança social.

A associação entende ainda que o emprego de idosos pode ainda “aliviar o seu declínio cognitivo, melhorando a sua ligação à comunidade e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde”.