IPIM recebeu 13 candidaturas a programa para atrair empresas internacionais

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O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau recebeu 13 candidaturas nos primeiros dois meses de um programa lançado para atrair empresas internacionais para a região. O Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau fornece um apoio até um milhão de patacas.

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) anunciou ontem que recebeu 13 candidaturas nos primeiros dois meses de um programa lançado para atrair empresas internacionais para a região. O IPIM disse num comunicado que “está a analisar as candidaturas ao plano e concederá os apoios financeiros de acordo com a capacidade orçamental e o interesse público”.

O Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau fornece um apoio até um milhão de patacas.

O IPIM sublinhou ainda que mais de 500 empresas já tinham pedido informações sobre o programa, que foi lançado em 1 de Novembro. O plano dura três anos e tem seis fases de candidatura, sendo que a primeira decorre até final de Janeiro.

No final de Novembro, o presidente do instituto, Che Weng Keong, disse na Assembleia Legislativa de Macau que entre empresas que pediram mais informações sobre o plano estavam “marcas de Portugal”.

O IPIM recordou que “tomou a iniciativa” de contactar entidades da China continental, do Sudeste Asiático e dos países de língua portuguesa e espanhola. O programa foi apresentado em Lisboa e no Porto, no início de outubro, por responsáveis do instituto, que realizaram depois apresentações também na vizinha Espanha, em Madrid e Barcelona.

O IPIM prometeu continuar a divulgar o plano, incluindo através da participação em eventos de convenções e exposições, “incentivando a cooperação entre empresas de Macau e marcas estrangeiras, incluindo de países lusófonos”.

Em Dezembro, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, revelou que um novo centro já está a operar na vizinha zona económica especial de Hengqin para promover os serviços económicos entre a China e os países lusófonos e hispânicos.

Desde “o início do corrente ano” que o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola está a dar às empresas estrangeiras serviços “a nível jurídico e contabilístico”, explicou Sam.

A China estabeleceu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau. O organismo integra, além da China, os países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. Lusa