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      SJM acusada de levar ‘casinos-satélite’ para um “beco sem saída” ao pedir mais lucros partilhados

      Vários ‘casinos-satélite’ foram instados pela SJM ao pagamento de uma taxa mais alta das receitas obtidas dos parceiros. Um especialista de jogo confessou ao Allin Media que se a concessionária insistir em cortar ainda mais os lucros dos ‘casinos-satélite’, tal poderá colocar em causa a sua sobrevivência.

       

      Segundo o Allin Media, vários donos de ‘casinos-satélite’ têm recebidos nos últimos dias novas propostas de cooperação apresentadas pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM), onde a concessionária pediu um aumento da proporção das receitas partilhadas provenientes das operações de ‘casinos-satélite’, e exigiu a assinatura de um novo acordo até 14 de Setembro, ou seja, antes do término de prazo para a entrega de propostas do concurso público para licenças de jogo.

      Um especialista no sector criticou a iniciativa da SJM, considerando que o novo acordo de cooperação apresentado pela mesma “não faz nenhum sentido” nesta fase de negociação. Apontou ainda que, durante os últimos anos, quase todas as operadoras de ‘casinos-satélite’ têm sofrido prejuízos mesmo com a taxa actualmente paga pelos próprios.

      Além disso, muitas operadoras de ‘casinos-satélite’ têm sido pressionadas pelos bancos para reembolsar os seus empréstimos e, se forem aumentadas as taxas de receitas provenientes dos ‘casinos-satélite’, tal poderá colocar em causa a sua sobrevivência.

      Actualmente, as concessionárias, além de terem de pagar um imposto directo de 35% sob as receitas do jogo, são obrigadas a efectuar contribuições para o Governo no valor de uma determinada percentagem das receitas brutas da exploração do jogo, para fins de interesse público. Neste enquadramento, a SJM Resorts, subordinada da SJM, paga 3% das receitas do jogo para as referidas contribuições. No entanto, após a aprovação da nova lei de jogo, a disposição relativa a esta parte de contribuições foi uniformemente ajustada para um total de 5%.

      “Mesmo que a concessionária tenha de pagar mais agora, o prejuízo sofrido deveria ser compartilhado igualmente entre a mesma com os ‘casinos-satélite’, em vez de passar totalmente para estes últimos”, referiu um especialista do sector de jogo, salientando que, em particular, para aquelas operadoras de ‘casinos-satélite’ que não tiveram muitas opções em torno de com quem colaboram, muitas vezes encontram-se numa “posição desfavorecida” perante a negociação do modelo de cooperação com a concessionária.

      No que toca à hipótese de mudar de parceiro, o sector de ‘casinos-satélite’ considera que existe uma “grande dificuldade” quando se avalia a viabilidade, sobretudo por as autoridades nunca esclareceram se vão disponibilizar algum mecanismo para permitir a alteração de parceiro após a atribuição das novas licenças de jogo. Mesmo que a mudança de parceria possa ser uma opção possível, a questão sobre a acomodação dos trabalhadores que pertenciam ao antigo parceiro ainda tem de ser respondida, tendo em conta a pouca viabilidade se todos esses trabalhadores forem exortados a serem transferidos para o novo parceiro.

      O sector de ‘casinos-satélite’ espera ainda que o Governo possa escolher as concessionárias “mais sólidas e de qualidade” para assegurar a sobrevivência das empresas com que operam os ‘casinos-satélite’, evitando o surgimento de crises que possam provocar uma eventual onda de desemprego e aumentar o risco de instabilidade social.

      Nesta altura, o sector do jogo no território está numa altura de incertezas. A recuperação das receitas do jogo de Macau ainda depende da flexibilização das medidas preventivas contra a Covid-19 impostas pelas autoridades chinesas. Apesar de o Governo da região já ter tomado uma postura mais flexível com os ‘casinos-satélite’ perante a nova legislação de jogo, permitindo aos imóveis onde operam os ‘casinos-satélite’ não terem de ser adquiridos pelas concessionárias, o que é uma “boa notícia” para as operadoras, os negócios ficam ainda muito difíceis devido ao impacto epidemiológico. O especialista referiu ao portal dedicado às notícias de jogo que, se a concessionária insistir em cortar ainda mais os lucros dos ‘casinos-satélite’, tal irá arrastar os “‘casinos-satélite’ para um beco sem saída”.

       

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