Entre os 11 candidatos à Presidência da República Portuguesa, dois já divulgaram os nomes dos mandatários em Macau. António Bessa Almeida foi escolhido como mandatário de Luís Marques Mendes na região, enquanto Jorge Neto Valente está associado à candidatura de António José Seguro.
Luís Marques Mendes, candidato às eleições presidenciais portuguesas, vai ter António Bessa Almeida como mandatário em Macau. A notícia foi ontem enviada ao PONTO FINAL e posteriormente publicada nas redes sociais do porta-voz da secção do Partido Social Democrata (PSD) em Macau, acompanhada por uma missiva de apoio em que Bessa Almeida vinca a importância de eleger um presidente que tenha em consideração os “portugueses nascidos e radicados fora do país”.
Na mesma nota, o representante do PSD assume que, num momento em que o cenário político global é marcado por mudanças “bruscas e inesperadas”, Portugal merece ser representado por “um presidente visionário” e “experiente”. Os debates presidenciais iniciados em Novembro deixaram “claro” quem é a personalidade que mais se adequa a este perfil, opina Bessa Almeida: “Marques Mendes sobressaiu entre todos os candidatos, demonstrando ininterrupta experiência política e capacidade dialogante de encontrar consensos com todos os quadrantes sociais”.
Garante, ainda, que o ex-líder do PSD “prometeu acompanhar muito de perto todos os assuntos da diáspora”, incluindo aqueles que envolvam os portugueses radicados em Macau e Hong Kong. “O Presidente da República acima de tudo deverá ter a capacidade de agregar e não dividir”, argumenta.
No domingo, a TDM apurou que o advogado Jorge Neto Valente será o mandatário do candidato António José Seguro, ligado ao Partido Socialista (PS), em Macau. Por sua vez, Jorge Fão, membro da direcção da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), foi escolhido como director da campanha.
Numa carta enviada às redacções, Jorge Fão enalteceu a “integridade”, “empatia” e “estrutura moral inquestionável” de António José Seguro como qualidades que o destacam dos demais candidatos, “para além da capacidade de agregação e não de divisão”. Lê-se ainda que o antigo secretário-geral do PS e ex-Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro representa uma “candidatura de maturidade, de responsabilidade e de visão histórica”, situando-se no polo oposto à “divisão” e à “incitação ao ódio”. “Não tenho a mínima dúvida de que ele será a pessoa certa no momento certo”, afirma. Destaca, também, a importância de existir um “equilíbrio de forças” no campo político, num momento em que o XXV Governo Constitucional é encabeçado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, do PSD.
“Considero conveniente realçar, neste momento, que nunca será saudável concentrar todos os centros de poder político no mesmo campo ideológico, dado que numa sociedade democrática, como a que existe em Portugal, em que o sistema em vigor é semi-presidencialista, deve haver, necessariamente, um equilíbrio de forças e a existência de bons freios e contra pesos, sob pena de se resvalar para uma sociedade autocrática”, remata.
As eleições presidenciais portuguesas deste ano decorrem a 18 de Janeiro e contam com 14 nomes no boletim, apesar de três candidatos (Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa) não terem sido admitidos pelo Tribunal Constitucional. Para além de Luís Marques Mendes e António José Seguro, os restantes nomes válidos são os de Humberto Correia, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal – IL), António Filipe (Partido Comunista Português – PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda – BE), Henrique Gouveia e Melo, André Pestana, Jorge Pinto (Livre), André Ventura (Chega) e Manuel João Vieira.
Os portugueses residentes em Macau podem votar no Consulado Geral de Portugal nos dias 17 e 18 de Janeiro, entre as 8h e as 19h, mediante apresentação do Cartão de Cidadão ou do Bilhete de Identidade.











