Pelo menos 50 estabelecimentos de comidas e bebidas solicitaram a emissão de licença para operação de esplanada em Macau. O Instituto para os Assuntos Municipais está a apreciar os pedidos e já deu luz verde a 13. O sector da restauração aplaudiu a medida e espera tornar a imagem turística de Macau numa “Pequena Europa”, sugerindo ainda a instalação de mesas de pé nas ruas para os cafés que fazem serviços de ‘take-away’.
O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) recebeu, até ao momento, 50 requerimentos para a exploração de esplanada por parte de estabelecimentos de comida e bebida, restaurantes e bares, dos quais 13 foram já apreciados e aprovados. Os dados foram avançados pelas autoridades, citadas pelo Jornal Ou Mun. Algumas esplanadas já têm portas abertas ao público, como o restaurante Litoral, na Taipa, estabelecimentos de comida do tipo ‘Cha Chaan Teng’ e cafés na zona NAPE.
O IAM voltou a aceitar, a título experimental, pedidos de licenças para esplanadas dos estabelecimentos de comida e bebida desde meados de Agosto, após uma suspensão desde 2009, tendo em conta que o sector da restauração tem vindo a defender a instalação de esplanadas. A medida, segundo o organismo, visa “optimizar o ambiente de negócios das pequenas e médias empresas de Macau” e revitalizar a economia comunitária.
Fong Kin Fu, subdirector da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, salientou que o regresso de licenciamento para esplanadas foi “muito bem recebido” pelo sector. Afirmou que alguns restaurantes já implementaram áreas de esplanada no exterior das suas instalações para se prepararem para o período das férias de Natal e coincidir com o evento Iluminar Macau.
Para esta fase inicial de retoma de operações de esplanadas na cidade, Fong Kin Fu disse esperar que as autoridades prestem mais apoio a restaurantes, fornecendo orientações, sobretudo estéticas, tais como a utilização de mesas, cadeiras, guarda-sóis e decorações, de forma a garantir a consistência no estilo decorativo, criando assim a imagem turística de Macau como uma “Pequena Europa”, ou seja, um destino de experiência cultural europeia.
“O regresso da medida do Governo das esplanadas tem como objectivo ajudar as comunidades a cultivar uma cultura de cafés europeia, colmatando uma lacuna na combinação das atmosferas culturais orientais e ocidentais, procurando atrair mais visitantes para as zonas não turísticas e aprofundando a sua compressão sobre o encontro das culturas em Macau”, observou.
Fong Kin Fu propõe que o Governo convide profissionais para oferecer aconselhamento especializado às empresas que já possuem licenças de esplanada, ajudando-as a alinhar as suas operações com o tema cultural europeu, a fim de promover as esplanadas articulando com o desenvolvimento turístico local.
O representante, além disso, considera que o Governo deve estudar a viabilidade de permitir que os cafés elegíveis, que fazem particularmente serviços de ‘take-away’, instalem mesas de pé ao ar livre, procurando assim introduzir a cultura europeia de café de rua em Macau.
Fong Kin Fu apontou que a zona NAPE é uma área repleta de hotéis, mas adequada para desenvolver este modelo de negócio, defendendo que a medida pode ajudar a atrair mais visitantes, especialmente jovens, para explorar a zona.
O IAM entende que a esplanada é um modelo característico de restauração e lazer e, para a sua operação, foram definidos vários novos requisitos abrangendo exigências dos diversos âmbitos que incluem a prevenção contra incêndio, protecção ambiental e salubridade, controlo do ruído e espaço para a circulação pedonal.
Segundo as regulamentações, são proibidos o funcionamento de esplanadas entre as 21h00 e as 9h00 do dia seguinte e a colocação de altifalantes ou outros equipamentos sonoros na área em questão. Os comerciantes responsáveis pela operação de esplanadas devem também manter a limpeza e higiene do espaço, com limpeza periódica e arranjo imediato após a utilização diária, nomeadamente a “limpeza de manchas no chão e a retirada imediata de todos os objectos do local após o encerramento diário”.










