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      Autoridades falam em “resultado notório” no controlo do surto e dizem que “o risco baixou”

      As autoridades sanitárias mostraram-se satisfeitas com os resultados alcançados através das medidas implementadas nos últimos dias. Na terça-feira, registaram-se 32 novos casos confirmados – o número mais baixo desde 22 de Junho – e Leong Iek Hou disse que “o risco baixou, mas não podemos ficar descansados”. Na conferência de imprensa de ontem, as autoridades continuaram sem revelar as medidas a aplicar no futuro.

       

      No balanço feito ontem pelas autoridades sanitárias, relativo a terça-feira, os responsáveis assinalaram uma descida no número de novos casos. No dia em análise, foram contabilizados 32 novos casos confirmados de Covid-19, sendo que dez deles foram detectados na comunidade. Este é o número mais baixo de novas infecções desde o dia 22 de Junho.

      Na segunda-feira, recorde-se, tinham sido detectados 57 novos casos, 24 deles na comunidade; e no domingo tinham sido 59 novos casos, 17 deles na comunidade. O decréscimo no número de novos casos detectados foi assinalado por Leong Iek Hou, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, que disse que o resultado é fruto das medidas implementadas pelo Governo, como o confinamento decretado, as rondas sucessivas de testes em massa, testes de ácido nucleico a grupos-alvo e testes de antigénio.

      “Conseguimos realmente um resultado notório de controlo da transmissão do vírus na comunidade”, destacou a responsável, ressalvando: “O risco baixou, mas não podemos ficar descansados porque não sabemos qual foi a fonte”. Leong Iek Hou notou que é ainda possível que haja cadeias de transmissão ocultas na comunidade. “Temos de estar em alerta para reduzir ao máximo o risco de transmissão”, sublinhou.

      Porém, o Governo continua sem dar pistas sobre quais as medidas que se seguem. Sobre as próximas medidas depois de terminado o confinamento a que Macau está sujeita, a médica indicou apenas que “o Governo vai avaliar de forma integral a situação e qual o plano que iremos ter no próximo passo”.

      Questionada sobre quando é que a região poderá voltar ao normal, Leong Iek Hou começou por assinalar que “a normalidade pode ter diferentes definições”. A governante recordou que há localidades no interior da China que, registando zero casos no espaço de uma semana, parte das actividades podem voltar ao normal. “Mas isto não significa que já não há risco”, frisou. A clínica deu o exemplo de Xangai, onde continua a ser exigido que os residentes façam testes de ácido nucleico e “só passo a passo é que pode voltar ao normal”. Sobre a situação em Macau, Leong Iek Hou disse apenas que o Executivo terá em consideração a “situação real” do território.

       

      “CADA LOCAL PODE DECIDIR AS SUAS POLÍTICAS. MACAU TAMBÉM”

       

      Lo Chung-mau, o novo secretário para a Saúde de Hong Kong, disse ontem ao jornal South China Morning Post que a RAEHK não tem de seguir de forma cega as políticas de Pequim e tem autonomia para decidir as suas próprias políticas sanitárias.

      O governante da região vizinha lembrou que “o continente é diferente na sua demografia, infraestruturas de saúde e taxas de vacinação” e, por isso, “o país não iria pedir cegamente a Hong Kong que seguisse as suas políticas”. O secretário para a Saúde da RAEHK levantou mesmo a possibilidade de baixar o número de dias de quarentena centralizada para um regime de “5+2”, “3+4” ou até “0+7”, sendo estes os números de dias de isolamento em hotel mais o número de dias de isolamento em casa. Lo Chung-mau afirmou até que a região poderá mesmo abolir as quarentenas para quem chega à região em Novembro deste ano.

      Instada a comentar as declarações do governante do território vizinho, Leong Iek Hou limitou-se a afirmar: “Cada local pode decidir as suas políticas. Macau também”. “Temos de ter em conta as necessidades da população e seguir o nosso objectivo de prevenção”, acrescentou.

      Lei Wai Seng, médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, abordou os problemas de saúde mental que os residentes têm sofrido com as restrições provocadas pela pandemia. O responsável começou por dizer que “quando temos de curar doenças, temos de prestar atenção à saúde mental das pessoas”.

      “Durante esta luta contra a epidemia, a população tem tido a sua liberdade controlada e tem tido muitas restrições, isso pode provocar prejuízo à saúde mental”, anuiu Lei Wai Seng. Porém, afirmou: “Queremos que a população saiba a premência de colaborar [com as medidas do Governo para a prevenção da Covid-19]”. Como solução para os problemas de saúde mental dos cidadãos, Lei Wai Seng sugeriu “conversar com amigos e familiares” e as linhas abertas para apoio psicológico da Caritas e do Instituto de Acção Social (IAS). “É um momento muito crucial e espero contar com a compreensão de todos os cidadãos”, concluiu.

       

      Registada quarta vítima mortal. Autoridades esclarecem que não foi a Covid-19 a causa das mortes

       

      Ontem registou-se a quarta vítima mortal em Macau relacionada com a Covid-19, uma idosa de 94 anos que tinha sido diagnosticada como infectada a 3 de Julho. A idosa já tinha outras doenças crónicas e problemas cardíacos. Ainda que a morte esteja ligada à Covid-19, já que a mulher era um caso confirmado, não terá sido o vírus a causa da morte. O mesmo aconteceu com as três outras idosas que morreram. Isso mesmo explicou Lei Wai Seng, médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário: “Essas quatro idosas não foram mortas pela Covid-19; houve outras doenças crónicas que, devido a complicações graves, causaram a sua morte”. Até agora, morreram quatro idosas que estavam infectadas com Covid-19, todas elas com mais de 80 anos e portadoras de doenças crónicas.

       

       

      Residente condenado a cinco meses de prisão com pena suspensa por estar na rua sem máscara

       

      O Tribunal Judicial de Base (TJB) condenou um dos acusados de violação das normas de prevenção do surto epidémico a uma pena de cinco meses de prisão com pena suspensa, sob a condição de pagar uma contribuição de 10 mil patacas à RAEM no prazo de um mês. Segundo explica a nota do TJB, a situação aconteceu no Pátio Fu Van, na tarde de segunda-feira. “A polícia viu um residente de Macau a fumar cigarro sem usar máscara na rua e foi logo interceptar este indivíduo”, lê-se no comunicado do tribunal, que detalha que o homem tinha ido jantar a casa do seu avô e, depois do jantar, foi ao pátio fumar um cigarro, tirando a máscara para tal. O despacho do Chefe do Executivo obriga a que, durante esta semana, todas as pessoas tenham de permanecer em casa e, quando tiverem de sair, têm obrigatoriamente de usar máscaras KN95 ou de padrão superior. “Razão pela qual, o polícia procedeu à detenção em flagrante delito deste residente de Macau, por o mesmo ter praticado um crime de infracção de medida sanitária preventiva”, explica o comunicado do tribunal. Na conferência de imprensa de ontem, o representante dos Serviços de Polícia Unitários (SPU) deu conta de que, desde a entrada em vigor do despacho até à tarde de ontem, já tinham sido acusadas 19 pessoas por violação das normas em vigor esta semana e os casos já foram enviados para o tribunal.

       

      PONTO FINAL