O queniano Victor Kipchirchir sagrou-se campeão da classificação geral no escalão masculino da Maratona Internacional de Macau, tendo quebrado o recorde do evento. A atleta da Etiópia, Mastewal Birhanu Senay, sagrou-se campeã da classificação geral no escalão feminino. Rosa Mota ficou em segundo lugar na minimaratona.
Victor Kipchirchir, oriundo de Quénia, venceu a corrida da Maratona Internacional de Macau com o tempo de 02:09:27, enquanto John Hakizimana, oriundo de Rwanda, ficou no 2.º lugar e Barecha Tolosa Geleto, oriundo da Etiópia, ficou no 3.º lugar. No escalão feminino, as atletas de Etiópia conquistaram os primeiros três lugares que foram Mastewal Birhanu Senay (02:31:37), Selam Fente Gebre e Kolole Mekashu Tefera, respectivamente.
A portuguesa Rosa Mota ficou em segundo lugar na minimaratona de Macau, prova de 4,5 quilómetros que integra a Maratona Internacional da RAEM. A ex-campeã olímpica de 67 anos terminou a corrida em 17 minutos e 10 segundos, mais 54 segundos do que a primeira, a atleta local Kin I Chao.
Em Fevereiro, a portuguesa teve alta hospitalar, na sequência de uma intervenção cirúrgica programada, depois de ter ultrapassado um “grave problema”, um “aneurisma dissecante da aorta”.
Rosa Mota, natural do Porto, foi campeã olímpica da maratona nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, após ter sido bronze em Los Angeles, em 1984. Do seu palmarés constam ainda três títulos europeus (1982, 1986 e 1990) e um mundial (1987). Ainda é a recordista nacional da maratona, com o registo de 02.23,29 horas, marca conseguida em Chicago em 1985.
Nos últimos anos, Rosa Mota tinha reaparecido ao mais alto nível e venceu várias provas de veteranos, tendo estabelecido em Barcelona, em 2024, o recorde do mundo da meia-maratona (1:24.27 horas), para o escalão dos 65 aos 69 anos. Também no ano passado, a portuguesa venceu a minimaratona de Macau, repetindo os triunfos em 2018, 2019 e 2023.
Este ano, a organização convidou vários atletas, indicados pela Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka e o estado de Goa (Índia).
Os lusófonos estiveram em destaque na meia-maratona, com o cabo-verdiano Samuel Freire, do Sporting Clube de Portugal, a terminar em terceiro a corrida masculina, atrás do vencedor Martin Ndungu e de David Kipkorir Rono, ambos quenianos.
No quarto lugar surgiu o português Fábio Oliveira, 30.º na maratona da primeira edição dos Campeonatos da Europa de Estrada, em Abril, e parte da selecção de Portugal que terminou em quarto lugar. Logo a seguir veio o jovem moçambicano Pinto Victor Jequecene, de 22 anos, enquanto o angolano David Jundo Elias terminou na sétima posição.
Na prova feminina, a também angolana Lúcia Kawele Capingala ficou no terceiro lugar, atrás da vencedora, a queniana Lucy Ndambuki, e da chinesa Na Zhao. Já fora do pódio, na quarta posição, terminou a jovem portuguesa Joana Ferreira, que conquistou a medalha de prata na prova sub-23 dos campeonatos nacionais de atletismo em 10 mil metros, em maio. A moçambicana Domingas Ernesto Checane ficou no sexto lugar.
Cerca de 12 mil participantes inscreveram-se nas três corridas da Maratona Internacional de Macau, com o título da prova rainha a ir para o queniano Victor Kipchirchir e para a etíope Senay Mastewal Birhanu.











