O Governo deu ontem início à recolha de opiniões sobre o projecto do Parque industrial de investigação e desenvolvimento das ciências e tecnologias de Macau, cujo período de consulta se prolonga até ao dia 26 de Dezembro. O documento apresentado ontem detalha que este parque tecnológico vai focar-se em quatro áreas: biomedicina, tecnologias digitais, circuitos integrados e tecnologias aeroespaciais.
Começou ontem a recolha de opiniões referente ao projecto do Parque industrial de investigação e desenvolvimento das ciências e tecnologias. O Governo deixa o seu plano à consideração dos residentes até 26 de Dezembro. Este projecto, que já tinha sido apresentado nas Linhas de Acção Governativa (LAG) apresentadas em Abril deste ano, inclui-se no plano de diversificação da economia da região.
O documento sujeito a auscultação pública propõe que o projecto se centre em quatro âmbitos: biomedicina, tecnologias digitais, circuitos integrados e tecnologias aeroespaciais. O objectivo é “atrair e concentrar empresas tecnológicas e quadros qualificados de alto nível com competitividade internacional, promovendo avanços nas tecnologias centrais e essenciais dos respectivos sectores e fomentando aglomerados industriais característicos”.
“Pretende-se construir um ecossistema industrial moderno, caracterizado por forte capacidade de inovação, estrutura industrial optimizada, elevado nível de abertura e sistema de serviços abrangente”, lê-se no documento de consulta.
Este projecto pretende também ser uma “base destinada às empresas tecnológicas de alta qualidade do interior da China que pretendem ir para exterior”, um “posto de serviços para os projectos tecnológicos de ponta do estrangeiro” e uma “base de indústria-universidade-investigação de Macau”.
O parque vai dividir-se em duas zonas: o terreno da Avenida Wai Long e a parcela oeste da Zona E1 dos Novos Aterros Urbanos. O terreno da Avenida Wai Long possui uma área de 83 mil metros e tem uma área bruta de construção total de cerca de 150 mil metros quadrados. A parcela oeste da Zona E1 dos Novos Aterros Urbanos tem uma área de 177 mil metros quadrados e uma área bruta de construção total de cerca de 500 mil metros quadrados.
O projecto será composto por várias zonas funcionais, incluindo a zona de tecnologias digitais, zona de circuitos integrados, zona de tecnologias aeroespaciais, centro de dados e computação, sala urbana de recepção, pavilhão de serviços públicos, zona ribeirinha de vitalidade, zona de paisagem e espaços verdes, segundo o documento apresentado pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT).
As autoridades detalham que “serão criados espaços diversificados que se adaptem às necessidades de diferentes indústrias e escalas, incluindo laboratórios especializados, áreas de escritório para investigação e desenvolvimento, locais de investigação científica e experimentação, salas de convenções e exposições, serviços de apoio, salas de exposição empresarial e centros de apresentações e de roadshow, de modo a reduzir os custos de investigação e desenvolvimento das empresas e promover a inovação colaborativa em toda a cadeia industrial”.
O documento de consulta refere também que o Governo da RAEM ficará responsável pelo “posicionamento geral e pelo planeamento global” do parque, incluindo “a introdução de projectos de grande importância, o fornecimento das sugestões de desenvolvimento e a prestação de apoio a políticas específicas”. Por outro lado, será estudado o estabelecimento de uma empresa de capitais públicos que ficará responsável pela gestão das instalações complementares, pela operação e pela captação de investimentos, “criando um sistema completo de serviços para o ecossistema de inovação científica e tecnológica”.
Na sessão de abertura da recolha de opiniões, Tai Kin Ip afirmou que este projecto vai permitir “construir uma ligação relevante de alto nível na abertura do país ao exterior” e “construir uma janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental”.
Segundo o secretário para a Economia e Finanças, a construção do parque “não só abrirá amplas perspectivas para a indústria de inovação tecnológica de Macau, como também trará novas oportunidades para o desenvolvimento dos jovens locais”. Além disso, “a conclusão do Parque de Ciências e Tecnologias servir-se-á de uma ponte entre os jovens de Macau e as empresas de inovação tecnológica, enriquecendo os percursos de planeamento de carreira dos jovens e criando oportunidades de desenvolvimento mais diversificadas para aqueles que aspiram a dedicar-se à indústria tecnológica”.
Até 26 de Dezembro, o Governo vai realizar seis sessões de recolha de opiniões, com o objectivo de ouvir as sugestões de todos os sectores da sociedade, especialistas, académicos e representantes do sector.











