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      Deputado propõe venda de kits para teste rápido de antigénio ao abrigo do plano de fornecimento

      Em resposta à crescente procura e fornecimento instável dos kits de testes rápido de antigénio, Lam Lon Wai recomendou o lançamento de um plano de fornecimento de testes destinado aos residentes, semelhante ao plano de fornecimento de máscaras lançado desde o início da pandemia em 2020. O deputado considera a medida eficaz para controlar avenda dos kits a preços razoáveis.

       

      O deputado Lam Lon Wai sugeriu que as autoridades possam tomar como referência do Plano de fornecimento de máscaras para permitir que os residentes com necessidade possam comprar kits de testes rápidos de antigénio a preços razoáveis, particularmente numa altura em que a situação pandémica é grave.

      Devido ao fornecimento instável dos kits de teste rápido, o deputado mostrou-se atento à venda dos produtos sanitários a preços demasiado elevados no mercado, considerando que seria viável o Governo controlar a venda e compra regular deste produto de teste rápido através do lançamento de um plano de fornecimento.

      Num comunicado enviado à imprensa, Lam Lon Wai apontou que, embora o Governo tenha oferecido um certo número de kits de teste de antigénio durante os testes em massa, o volume só pode atender às necessidades gerais, sendo dedicado à realização de testes rápidos antes de as pessoas se submeterem à testagem massiva.

      “Muitos trabalhadores precisam de andar à procura para comprar mais testes, para responder aos requisitos dos empregadores para poderem ir para o trabalho. Actualmente, a oferta no mercado dos produtos de teste rápido não é estável e o preço é muito variável. Para poder ir trabalhar e atender às exigências de testes do Governo, os trabalhadores ficam em pânico aquando dasua aquisição”, sublinhou.

      O também vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) exortou o Governo para que disponibilizasse mais apoio aos empregados, fornecendo kits de testes rápidos e máscaras do tipo N95 para funcionários de sectores específicos.

      Segundo realçou Lam Lon Wai, Macau está a enfrentar “uma grave situação pandémica”, com os departamentos da administração pública encerrados, excepto os que prestam serviços urgentes e essenciais.

      “Apesar dos apelos aos cidadãos para que fiquem em casa o mais possível, muitos trabalhadores ainda precisam de ir trabalhar todos os dias, com um grande risco de infecção, trabalhando arduamente para manter o funcionamento normal da sociedade”, disse. O deputado adiantou que, uma vez que as empresas têm diferentes requisitos de prevenção de epidemia, os funcionários podem ser exigidos a fazer testes adicionais, o que “agravou muito a sua pressão financeira”.

      Para além dos apoios quanto ao fornecimento de produtos de prevenção pandémica, o deputado eleito por via indirecta solicitou que as medidas de assistência económica sejam alargadas para beneficiar mais trabalhadores de diversos sectores, nomeadamente os mediadores de seguros.

      No início do mais recente surto, o secretário para a Economia e Finanças anunciou o lançamento de setemedidas de apoio financeiro, incluindo o “Plano de apoio pecuniário aos trabalhadores, aos profissionais liberais e aos operadores de estabelecimentos comerciais”, que tinha sido lançado no ano passado para mitigar as dificuldades e pressão financeira dos residentes.

      Ao abrigo do plano, é atribuído um subsídio aos trabalhadores locais, cuja receita do trabalho é relativamente reduzida, bem como aos profissionais liberais contribuintes do 2.º grupo do imposto profissional que exercem actividades específicas e aos operadores de estabelecimentos comerciais com dificuldades no exercício da sua actividade.

      “No ano passado, o plano abrangeu apenas alguns profissionais liberais, outros como os mediadores de seguros não foram beneficiados. De momento, dado que o desenvolvimento da economia está quase parado, os mediadores estão a enfrentar desafios e dificuldades, sobretudo com cortes na remuneração”, afirmou Lam Lon Wai, esperando que a nova ronda do Plano seja introduzida ao público com uma maior abrangência de beneficentes, incluindo os profissionais liberais com rendimento baixo e médio, como forma de “aliviar a pressão das diversas indústrias e apoiá-las para superar as dificuldades actuais, reflectindo a atenção do Governo às dificuldades dos residentes e empresas”.

      PONTO FINAL