Arranca oficialmente amanhã a 72.ª edição do Grande Prémio de Macau e, em entrevista ao PONTO FINAL, a coordenadora da comissão organizadora destaca a importância do evento para a região, tanto no âmbito desportivo como económico. Lei Si Leng sublinha que o interesse do público se mantém, sendo que há cada vez mais entusiastas do interior da China. A coordenadora adiantou que já se venderam 95% dos bilhetes disponíveis para as provas de sábado e domingo.
O programa da 72.ª edição do Grande Prémio de Macau começa amanhã com as primeiras sessões de treinos. Lei Si Leng, coordenadora da comissão organizadora desta edição e também presidente substituta do Instituto do Desporto, detalhou, em entrevista ao PONTO FINAL, os trabalhos que a organização tem estado a fazer ao longo do ano para que esta edição decorra sem sobressaltos para pilotos, público e população de Macau em geral. Lei Si Leng adiantou que a venda de bilhetes decorre a bom ritmo, sendo que para sábado e domingo já foram vendidos 95% dos ingressos disponíveis. Segundo a responsável, o interesse do público nas provas do Circuito da Guia mantém-se e tem até crescido no interior da China devido à maior promoção que é feita no continente.
Quais são as expectativas para esta edição do Grande Prémio?
Nesta 72.º edição do Grande Prémio de Macau, as nossas corridas já estão num nível profissional e mundial. Claro que nós esperamos sempre fazer o nosso melhor, cada vez melhor. Tentamos sempre melhorar o circuito em todos os aspectos. Estamos a tentar melhorar os detalhes para que as pessoas tenham uma boa experiência ao virem participar no evento, mesmo vendo através da televisão.
Que detalhes são esses?
Nós temos um circuito de 6,2 quilómetros, não é pequeno. Temos quatro dias de corridas, começamos a fechar o circuito às 6h e voltamos a abrir por volta das 18h. O objectivo é não perturbar tanto os cidadãos de Macau e também permitir que as pessoas conheçam melhor as nossas corridas para sentirem mais orgulho por Macau organizar este Grande Prémio. Nós fazemos os trabalhos durante o ano, começamos a preparar logo depois de acabar cada edição. Pensamos logo quais são as coisas que nós podemos melhorar para a próxima edição. Em termos de circuito, nós trabalhamos com a FIA e depois de cada edição vamos ver, ao longo do circuito, o que é que podemos melhorar no próximo. Este ano, alargámos os portões para os carros poderem passar melhor. Temos de ver todos os sítios à volta do circuito, se há novos prédios, por isso, temos de ver se temos de acrescentar o número de portões. Em termos de segurança, também melhorámos as saídas dos pilotos e os sinais nas redes. Este ano também vamos ter cerca de 5.000 alunos que vão ver as corridas durante os dias úteis, quinta e sexta-feira. Este número aumentou este ano. Sabemos que, ao fechar o circuito, de certeza que isso vai perturbar alguém, mas nós estamos a fazer o evento não para nós mas para Macau. Fazemos o Grande Prémio há 72 anos porque vale a pena, muita gente no mundo conhece Macau por causa do Grande Prémio. É um evento que deve continuar. Ao organizarmos o mini-GP na primeira semana de Novembro permitimos que as crianças comecem a saber melhor o que é o Grande Prémio. Realizamos exposições nas escolas e convidamo-los a ver as corridas para que eles percebam o que é o Grande Prémio. Assim, eles também ficam orgulhosos de terem o Grande Prémio de Macau.
No que toca às competições, o que é que destaca na edição deste ano?
Os pilotos do FR, F4, GT3 e TCR são dos melhores. A FIA leva muito tempo para fazer as qualificações. Escolhemos os melhores para virem.

Este ano continua a não haver prova de Fórmula 3. Tentaram voltar a receber essa prova e não conseguiram?
Há muitas pessoas que gostam da Fórmula 3. Agora temos a Fórmula Regional e se calhar a palavra “Regional” está a limitar as expectativas. A FIA também quer criar outros tipos de corridas para que os mais jovens possam competir. No ano passado começaram a fazer séries para o mundial e escolheram mais jovens com potencial para serem pilotos. Para mim, a FR e a F3 são semelhantes. Há muitos pilotos profissionais e famosos de F1 que cresceram na pista de Macau e é isso que queremos fazer, que aqui continuem a crescer bons pilotos para chegarem à F1. Os que passam o teste da Guia são muito bons.
O interesse do público mantém-se? Como é que está a ser o ritmo da venda de bilhetes?
Este ano eu acho que está óptimo. Começámos no dia 13 de Outubro e no início venderam-se muitos bilhetes. Logo na primeira semana o ritmo de venda foi bom. Para os dias 15 e 16, sábado e domingo, já se venderam mais de 95%. Nós também reservamos alguns bilhetes para podermos vender no dia.
Qual é a importância do Grande Prémio para a economia de Macau?
Organizar um grande evento em Macau dá oportunidade de atrair mais turistas. Macau precisa sempre de pessoas que vêm de fora. Organizamos este grande evento todos os anos e recebemos muitos fãs. Garanto que no dia 17 vamos começar a receber e-mails a reservar bilhetes para o próximo ano. Também há hotéis que reservam logo essas datas. Este ano fizemos uma maior promoção na China e então mais pessoas sabem que Macau organiza o Grande Prémio. Dantes era mais de Hong Kong, Europa, América, mas agora há mais pessoas da China.
É a primeira vez que está a coordenar a organização do Grande Prémio. Está a ser uma tarefa difícil?
Eu sou nova como coordenadora, mas eu organizo este evento há nove anos. Entrei para o Instituto do Desporto em 2016, quando o Instituto começou a organizar o Grande Prémio. Eu nasci e cresci em Macau e sempre soube que existe o Grande Prémio, que acontecia em Novembro, mas sinceramente não era aquele tipo de fã que assiste às corridas. Nunca pensei que um dia eu iria organizar o evento. Eu comecei a trabalhar no comité organizador da 4.ª edição dos Jogos da Ásia Oriental, que se realizou em Macau, eu gostei de fazer organização de eventos e foi uma boa oportunidade. É uma coisa que eu nunca tinha imaginado. Há tantos detalhes em que eu nunca tinha pensado.












