A entidade organizadora do Festival de Gastronomia – a União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau – está sujeita à apresentação de relatórios ao Governo sobre a queda de andaime de aço na segunda-feira, incluindo relatório de acidente e relatório de acompanhamento.
A Direcção dos Serviços de Turismo (DST), citada pela Rádio Macau em língua chinesa, assegurou que enviou de imediato pessoal ao local após ter sido notificada do incidente, tendo contactado com representantes da entidade organizadora e a empresa de engenharia relevante para se inteirar da situação.
“A equipa organizadora comprometeu-se a realizar uma inspecção abrangente da segurança estrutural de todas as estruturas montadas no local, optimizando os projectos de resistência ao vento e estabilidade para evitar a repetição de incidentes semelhantes, bem como tratar adequadamente dos procedimentos de reclamação de seguro”, adiantou.
Recorde-se que o colapso do andaime ocorreu na segunda-feira na Praça do Lago Sai Van, local que se encontra em obras para o evento anual do Festival de Gastronomia, organizado pela referida associação, actualmente liderada pelo antigo deputado Chan Chak Mo.
No incidente, uma estrutura de aço de cerca de 30 metros por 7 metros caiu e atingiu pelo menos oito motociclos e um automóvel ligeiro. Não foi registado nenhum ferido no caso. A investigação preliminar das autoridades policiais indica que a queda de andaime terá sido provocada pelo vento forte.
Em declarações à rádio, o engenheiro Addy Chan indicou que a equipa de construção “subestimou a ameaça do tufão” e não implementou medidas suficientes de ancoragem, como a colocação de pesos de ferro, bases de betão ou barreiras de água na base da estrutura. Referi ainda que a estrutura de aço envolvida, que estava em fase de construção, não estava bem colocada na área de trabalho, o que fez com que a sua queda tenha causado danos aos veículos estacionados nas imediações.
O engenheiro referiu que o incidente serve como um alerta para o sector, sugerindo que se melhore continuamente a formação em segurança ocupacional, sejam tomadas medidas para as equipas de construção aprofundarem conhecimentos especializados e que seja implementada uma gestão de risco mais rigorosa em todas as fases de obras.











