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      Número de visitantes pode ultrapassar a média de 120 mil por dia

      Avançando a média diária de 120 mil pessoas como estimativa do número de visitantes durante este Ano Novo Chinês, Maria Helena de Senna Fernandes admitiu que o número de entradas pode até ultrapassar um milhão durante os oito dias de feriados. A Direcção dos Serviços de Turismo (DST), entretanto, vai a Portugal no fim do mês para participar na Bolsa de Turismo de Lisboa, e estão também programados ‘roadshows’ no Japão, Coreia do Sul, Malásia, Singapura, Tailândia e Indonésia.

       

      Foi à margem da cerimónia de bênção da parada de Ano Novo Chinês, que decorreu ontem na praça em frente à Torre de Macau, que a directora dos Serviços do Turismo (DST) partilhou as boas expectativas que tem relativamente aos visitantes que virão celebrar os feriados do Ano Novo Lunar à cidade.

      Como este ano são oito dias de feriado na China, recordou, a previsão é que se registe uma média de 120 mil visitantes por dia, que na sua maioria será do interior da China, de Hong Kong e de Taiwan, destacou Maria Helena de Senna Fernandes, já que “esta época é a época de feriados” nestas regiões, e não nos outros destinos. Fazendo as contas, a dirigente admitiu até aos jornalistas presentes a possibilidade de se alcançar mais do que um milhão de visitas para os oito dias.

      Assegurando que este ano ainda não houve queixas e não devem ocorrer incidentes relativamente aos preços dos quartos de hotéis como aconteceu no ano passado, a responsável esclareceu que em Janeiro reuniu-se por diversas vezes com as associações de agentes de viagens e com os grandes hotéis de Macau, alertando-os para terem cautela com os preços praticados, “sobretudo os preços através das plataformas de venda”.

      Revelando que os quartos de hotel nesta altura do ano estão entre 2 mil a 3 mil patacas por noite, partilhou a sua perspectiva de que, embora os preços tenham aumentado, os preços não são “exorbitantes”, até porque, se se considerar que os quartos de hotéis em Macau são “muito confortáveis, e muito bons”, estes valores não são exagerados para “este nível de oferta”.

      Analisando o ano em curso e a metas traçadas, Maria Helena de Senna Fernandes referiu que, como o ano passado foi um ano de “de consolidação, de arranque”, e que é natural Macau acolher mais turistas de China e de Hong Kong comparando com outros destinos, agora, a DST pretende focar-se mais nos mercados internacionais, ainda mais porque “todos os mercados estão a recuperar”.

      Admitindo a actual carência em termos de voos, a responsável, apesar de tudo, diz que também nesta área as expectativas são boas, e que pelo menos dois milhões de visitantes internacionais devem vir à RAEM este ano. No entanto, frisou, ainda “há muito trabalho para fazer”, e foi nesse sentido que foram organizados roadshows para o Japão, Coreia do Sul, Malásia, Singapura, Tailândia e até Indonésia, lembrou.

      Para já, a próxima etapa é a participação na Bolsa de Turismo em Lisboa, que decorre na capital portuguesa entre 28 de Fevereiro e 3 de Março. “Depois de quase quatro anos de ausência”, para a responsável é “importante” participar neste evento, já que em 2024, recordou, Macau foi eleito o destino preferido da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Estão, portanto, previstas “muitas colaborações” com a APAVT, para atrair visitantes portuguesas, mas também para explorar o mercado espanhol e outros mercados europeus, estando previstas colaborações com outras associações na Europa, avançou. Poderemos esperar então que se estabeleça em breve uma ligação aérea directa para Lisboa ou outra capital Europeia? Maria Helena de Senna Fernandes indicou que por enquanto não há nada em concreto nesse sentido, mas que “qualquer ligação aérea mais longa é sempre boa para Macau”.

      A representante dos Serviços de Turismo recordou ainda as várias campanhas que a sua direcção lançou recentemente, para facilitar a chegada de visitantes internacionais à RAEM, como a oferta de bilhetes de autocarro para quem aterra no Aeroporto de Hong Kong, promoção que foi lançada em Janeiro e vai ser prolongada por seis meses adicionais, indicou. “Também lançámos outras campanhas, como para visitantes internacionais que estão em Hong Kong: estes podem utilizar o passaporte e bilhete de avião para terem acesso a um bilhete gratuito de barco para Macau”, recordou, partilhando que também estão a ser consideradas outras maneiras de captar mais visitantes.

       

       

      Coreógrafo das Marchas da Madragoa orgulhoso por representar Portugal em Macau

       

      João Medeiros, coreógrafo do grupo das Marchas da Madragoa, que vai actuar nas Casas-Museu da Taipa este domingo, dia 11, às 14h45, e desfilar na Parada do Ano Novo Chinês, nos dias 12 e 17 de Fevereiro, diz sentir “grande responsabilidade, mas sobretudo muito orgulho”, por participar nas festividades em Macau. Recordando a vitória das Marchas Populares de Lisboa em 2022, “fruto de muito trabalho”, diz-se satisfeito de vir à RAEM para representar Portugal, Lisboa, e o bairro da Madragoa. Indicando que a coreografia que será apresentada em Macau é uma versão “condensada” da coreografia vencedora, João Medeiros diz que o tema desta é, acima de tudo, uma homenagem a “Lisboa, e às marchas populares e a toda esta tradição que nós gostamos muito”.