Autoridades apostam nas tecnologias topo-cartográficas inteligentes

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A Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro pretende introduzir novas tecnologias inteligentes e avançadas que possam promover o sistema topo-cartográfico e melhorar o planeamento urbano de Macau. O organismo aponta, neste caso, para a aplicação de tecnologias como drones, radares e digitalização a laser 3D.

O desenvolvimento urbano acelerado foi uma das razões que levaram as autoridades a planear introduzir novas tecnologias para a topo-cartografia. Realizou-se ontem em Macau o 13.º Intercâmbio sobre Tecnologia Topo-Cartográfica e Informações Geográficas entre Pequim, Hong Kong e Macau, através do qual a Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro (DSCC) espera aprofundar o conhecimento das tecnologias topo-cartográficas inteligentes e promover o desenvolvimento das tecnologias de informação geográfica.

A DSCC admitiu estar atenta à aplicação de tecnologias como drones, radares e digitalização a laser 3D, bem como ao desenvolvimento das tecnologias GIS (sistema de informação geográfica) e GPS (sistema de posicionamento global) nas regiões vizinhas. “Macau está a considerar a introdução dessas tecnologias avançadas, de forma a refinar ainda mais a sua estrutura técnica da topo-cartografia, melhorando assim o planeamento urbano”, revelou Wong Kin Him, chefe da Divisão de Recolha de Dados da DSCC, em declarações ao Jornal Ou Mun, à margem do evento.

O representante adiantou que foram estabelecidas quatro estações de referência por satélite em Macau, que servem para fornecer informações mais recentes de posicionamento de GPS aos sectores da engenharia e da construção, bem como apoiar os trabalhos da cartografia.

“A paisagem urbana transforma-se continuamente, uma vez que o rápido desenvolvimento urbano de Macau nos últimos anos viu inúmeros projectos de construção concluídos, juntamente com novas obras de recuperação de terrenos”, sublinhou.

Wong Kin Him apontou que, para monitorizar as mudanças geográficas em tempo real, as autoridades utilizam regularmente drones para a actualização de imagens aéreas. Os respectivos dados são divulgados ao público e ao sector de engenharia por meio de sistemas GIS, facilitando a mobilidade diária e a execução de projectos.

Desse modo, o responsável assumiu que, no futuro, as autoridades vão aprofundar a aplicação e inovação das tecnologias topo-cartográficas, além de reforçar a cooperação com as regiões vizinhas, elevar os padrões de serviço de informação geográfica e apoiar o desenvolvimento sustentável de Macau.

Por sua vez, Vicente Luís Gracias, director da DSCC, assegurou igualmente que o organismo vai continuar a optimizar os serviços de informação geográfica e promover a respectiva partilha de informação, bem como fornecer apoio tecnológico geoespacial para melhorar a capacidade de administração urbanística.

O director, no seu discurso de abertura do evento, vincou que a sessão de intercâmbio permite ao sector topo-cartográfico em Pequim, Hong Kong e Macau conhecer e trocar as mais recentes tecnologias de topo-cartografia e elevar o nível profissional.

De acordo com um comunicado divulgado pela DSCC, a presente edição do evento foi organizada pela DSCC e co-organizado pela Beijing Society of Surveying and Mapping, The Hong Kong Institute of Surveyors, The Hong Kong Institution of Engineering Surveyors e Department of Land Surveying and Geo-Informatics of The Hong Kong Polytechnic University.

Esse intercâmbio, desde a sua primeira edição realizada em Pequim em 1999, tem sido organizado, rotativa e bienalmente, por Pequim, Hong Kong e Macau. Nos últimos 25 anos foram realizadas doze edições. Macau acolheu este ano o intercâmbio, tornando-se a anfitriã novamente após a edição de 2017.

A DSCC detalhou que o intercâmbio deste ano inclui uma sessão especial de apresentação de relatórios, onde os especialistas e académicos abordaram assuntos de investigação técnica em diversas áreas, incluindo cidades inteligentes, desenvolvimento de infraestruturas geoespaciais, construção da cena realista 3D, inteligência artificial, monitorização por detecção remota e mega-dados de informação geoespacial.