Os Serviços de Alfândega (SA) detectaram um total de 18 casos de contrabando durante as últimas duas semanas, entre 26 de Setembro e 9 de Outubro. Os casos foram descobertos nos Postos Fronteiriços das Portas do Cerco e da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, tendo os SA apreendido 991 artigos de produtos electrónicos usados, 9,16 quilogramas de géneros alimentícios não declarados, 9 garrafas de licor chinês, aproximadamente 6,006 gramas de charutos e 68 artigos de cosmética.
Segundo as autoridades, os 18 indivíduos envolvidos nos casos são residentes de Macau, residentes de Hong Kong e residentes do interior da China, com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos.
Os SA intentaram a sua acção nos termos do disposto na Lei do Comércio Externo. Uma vez condenados, podem ser punidos com uma coima máxima de 100 mil patacas, e os bens apreendidos serão declarados propriedade da RAEM.
Numa nota de imprensa, os SA destacam que em alguns casos detectados, os envolvidos tentaram amarrar as mercadorias em várias partes do corpo para as esconderem da inspecção alfandegária.
Entre os casos, o organismo interceptou um residente de Macau, no dia 30 do mês passado, nas Portas do Cerco. O homem estava numa “marcha anormal” e, após inspecção, foi descoberto que tinha 372 artigos de produtos electrónicos usados amarrados às suas pernas, tentando contrabandeá-los para fora do território.
Na passada quinta-feira, também no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco, os SA detectaram sucessivamente duas residentes do interior da China “com movimentos corporais rígidos” e que tentavam contrabandear para fora do território 240 artigos de produtos electrónicos usados amarrados em várias partes do corpo.
Houve ainda mais um caso semelhante a acontecer no dia seguinte do caso anterior, no qual um residente do Continente, “com a cintura anormalmente volumosa”, foi interceptado e encontrado com 34 artigos de produtos electrónicos usados amarrados em várias partes do corpo.
Os SA lembram que qualquer indivíduo que transporte artigos para entrada ou saída da RAEM deve cumprir as disposições legais aplicáveis, e não deve, por ambição de lucro, envolver-se em actividades de tráfico ilícito. Os cidadãos que detectarem actividades ilegais relevantes podem denunciá-las aos SA através da linha directa 2896 5001 ou do email .











