Consultas de demência dos Serviços de Saúde recebem 600 novos casos por ano

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Em Macau há anualmente mais de 2.000 pessoas a submeterem-se à avaliação da função cognitiva, das quais 600 pessoas necessitaram de ser encaminhadas para consulta no Centro de Avaliação e Tratamento da Demência, revelam os Serviços de Saúde. A Associação da Doença de Alzheimer de Macau diz que existem 6.000 portadores de demência no território, apelando para o Governo alargar o escopo do rastreio da demência.

Macau regista uma média de cerca de 600 novos casos de demência por ano, de acordo com as estatísticas avançadas dos Serviços de Saúde.

As autoridades efectuam anualmente a avaliação da função cognitiva a mais de 2.000 pessoas e, após a avaliação, segundo os dados mais actualizados, cerca de 600 pessoas necessitaram de ser encaminhadas para a Consulta Externa de Memória do Centro de Avaliação e Tratamento da Demência. Actualmente, o tempo médio de espera para a primeira consulta de novos casos está fixado em cerca de quatro semanas.

Recorde-se que o número de novos casos de demência foi de uma média anual de 500 nos últimos anos.

Por ocasião do “Mês Mundial da Doença de Alzheimer”, comemorado anualmente no mês de Setembro segundo definido pela Associação Internacional de Alzheimer, cujo tema deste ano é “Pergunte sobre demência, pergunte sobre a doença de Alzheimer”, os Serviços de Saúde lançaram um apelo ao público para que se informe proactivamente e demonstre preocupação com as pessoas afectadas pela demência.

“A demência é uma doença crónica muito comum entre os idosos e constitui um encargo para os doentes, as famílias dos doentes e o desenvolvimento da sociedade”, acrescentou o organismo, chamando atenção da sociedade.

Em comunicado, os Serviços de Saúde reiteram que o Governo atribui grande importância à saúde da população, tendo estabelecido uma rede de apoio sistemática para a prevenção e o tratamento da demência.

O Executivo disse ter criado, em 2016, o Centro de Avaliação e Tratamento da Demência e o Centro de Apoio à Demência, que visa prestar aos pacientes serviços contínuos, que abrangem desde cuidados médicos até apoio social.

Além disso, os Serviços de Saúde formaram uma “União Amigável da Demência” também em 2016, que conta agora com a adesão de mais de 200 associações locais, com o intuito de construir uma comunidade amiga das pessoas com demência, apoiando os pacientes na manutenção do envolvimento social e na melhoria da sua qualidade de vida.

De acordo com a página electrónica da Comunidade Amiga das Pessoas com Demência de Macau, a demência, também conhecida como distúrbio cognitivo ou degeneração cerebral, é uma doença degenerativa progressiva cerebral, que leva à deterioração progressiva das habilidades cognitivas, tais como memória, concentração, linguagem, raciocínio e capacidade de pensar. A doença afecta o trabalho diário e a capacidade de autocuidado, não sendo um processo normal de envelhecimento.

A Organização Mundial da Saúde diz que há um novo paciente com demência a cada 3 segundos, estimando-se que, em 2050, haverá 152 milhões de pessoas com demência em todo o mundo.

Assinalando o Mês Mundial da Doença de Alzheimer, a Associação da Doença de Alzheimer de Macau organizou um evento de sensibilização no domingo. Citada pela Rádio Macau em língua portuguesa, a associação afirmou que existem actualmente cerca de 6.000 pacientes com demência em Macau, tendo recebido em média um a dois pedidos de assistência por semana para se submeterem a rastreio gratuito desta instituição.

A Associação da Doença de Alzheimer indicou que a maioria dos cidadãos que se submetem ao rastreio da associação foram diagnosticados com vários graus de deficiência cognitiva, pelo que espera que o Governo amplie a cobertura dos programas de rastreio da demência, divulgue mais informações sobre a doença ao público, permitindo que mais casos sejam identificados e o tratamento seja iniciado numa fase mais precoce.