Tutela da Economia e Finanças promete medidas de apoio às PME e emprego nas LAG

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O secretário para a Economia e Finanças reuniu-se com seis associações de ‘think tanks’ para auscultar opiniões sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG). Vários representantes pediram medidas de apoio às pequenas e médias empresas. No encontro, Tai Kin Ip compromete-se a dar resposta a questões relacionadas com a economia comunitária e o emprego dos jovens.

Medidas de apoio às pequenas e médias empresas (PME) e ao emprego estão entre as promessas da tutela da Economia e Finanças para as Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano financeiro.

A elaboração das LAG na área da economia e finanças já se iniciou e o secretário Tai Kin Ip afirmou que a equipa irá continuar a dinamizar a economia comunitária e reforçar os trabalhos preparatórios para a revitalização das zonas históricas.

O secretário para a Economia e Finanças teve recentemente uma reunião com seis associações locais de ‘think tanks’ para recolher opiniões e sugestões sobre as LAG, assumindo que irá formular políticas que correspondam às necessidades reais do desenvolvimento de Macau.

Apesar de não adiantar quaisquer medidas concretas, Tai Kin Ip garantiu que vai envidar esforços para lançar políticas sobre a diversificação da economia e que respondam às expectativas da sociedade, com o intuito de proporcionar um “suporte sólido” para a construção de Macau como centro mundial de turismo e lazer, e para aprofundar as funções da plataforma de cooperação comercial e económica entre a China e os países de língua portuguesa.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada ontem sobre o encontro, a Associação Económica de Macau avançou na ocasião uma previsão de que a economia de Macau poderá registar um crescimento entre 3% e 5% neste ano.

Henry Lei, vice-presidente da direcção da referida associação, defende a continuidade do apoio ao desenvolvimento das PME, promovendo a ‘economia IP’ e criando um fundo governamental para as indústrias. O economista sugeriu ainda a implementação de um fundo de orientação para a transformação dos resultados científicos e tecnológicos e quatro grandes projectos de infra-estruturas, reforçando simultaneamente os esforços para atrair investimento.

O vice-secretário-geral da mesma associação, Wong Un Fai, abordou o desenvolvimento da economia nocturna e do mercado de obrigações, bem como a possível expansão dos cenários de aplicação da pataca.

Por sua vez, Samuel Tong, presidente da direcção da Associação de Estudo de Economia Política, mostrou-se atento às incertezas na economia global. Segundo o mesmo, a recuperação económica do interior da China está em alta e o Governo de RAEM está a promover a diversificação económica, pelo que as PME devem tomar a iniciativa de ajustar as suas estratégias de negócio e acelerar a transformação e modernização.

O vice-reitor da Universidade de Cidade de Macau e também presidente da União de Estudiosos de Macau, Ip Kuai Peng, disse esperar que sejam introduzidas melhorias na economia local e nos serviços de apoio ao emprego dos jovens.

A instituição argumentou ainda a necessidade de aumentar a atractividade das seis grandes zonas históricas, bem como da captação de turistas internacionais e da revitalização dos bairros antigos.

O vice-presidente executivo do Grand Thought Think Tank, Yin Yifen, partilhou a mesma ideia de melhorar o acesso ao emprego por parte dos jovens, apresentando sugestões relacionadas com aperfeiçoar o ambiente de negócios e atrair os visitantes para os bairros comunitários.

Na reunião o trabalho da revitalização do ZAPE recebeu elogios do coordenador do Departamento de Estudo das Políticas Económicas do Doctoral Think Tank, Chan Kam Kun, que solicitou, entretanto, reforçar a cooperação e a promoção do combate ao branqueamento de capitais, bem como melhorar a facilidade de vistos para o exterior. A associação propõe também medidas para promover a economia de elementos não-jogo e para aumentar a competitividade comercial de Macau.

Por seu turno, o secretário-geral do Centro de Pesquisa Estratégica para o Desenvolvimento de Macau, Chan Chi Fong, sugeriu a introdução de diversos tipos de IP combinados com as características únicas de Macau. O Centro pediu, por outro lado, para se aproveitar o espaço de Hengqin e do interior da China para implementar a fabricação de produtos através de um modelo de “Certificação de Macau + Pesquisa e Desenvolvimento em Hengqin + Fabricação na Grande Baía.