SJM culpa fecho de casinos-satélite por prejuízos em 2025

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FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

A SJM Holdings considera que os prejuízos da empresa se deveram ao encerramento de oito ‘casinos-satélite’, após terminar 2025 com um prejuízo de 429 milhões de dólares de Hong Kong.

A concessionária do jogo SJM Holdings culpou ontem o encerramento de oito ‘casinos-satélite’, após terminar 2025 com um prejuízo de 429 milhões de dólares de Hong Kong.

Em 2024, o grupo fundado pelo magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun (1921-2020) tinha registado um lucro de três milhões de dólares de Hong Kong.

Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa admitiu que o desempenho financeiro no ano passado “foi afectado pelo encerramento progressivo dos casinos satélite”.

Em 9 de junho, o Governo da região anunciou que as concessionárias de jogo tinham comunicado o fim da exploração de todos os 11 ‘casinos-satélite’, incluindo nove sob a tutela da SJM.

Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo.

No entanto, a SJM apenas encerrou oito ‘casinos-satélite’, uma vez que a empresa adquiriu, por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong, o Casino Royal Arc e obteve autorização do Governo para gerir diretamente o espaço. “Estes desenvolvimentos resultaram numa perturbação das receitas a curto prazo; consequentemente, exerceram pressão sobre a rendibilidade global e a quota de mercado durante o período de transição”, disse a operadora.

A quota de mercado da SJM encolheu 1,1 pontos percentuais, para 11,9%, em 2025, uma vez que as receitas do grupo caíram 0,7%, para 28,6 mil milhões de dólares de Hong Kong em 2025.

De acordo com dados oficiais, as receitas de todos os casinos de Macau em 2025 atingiram 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1% em comparação com o ano anterior. Em comparação, as receitas do jogo nos casinos geridos diretamente pela SJM aumentaram 4,6%, para 18,9 mil milhões de dólares de Hong Kong.

A presidente da SJM, Daisy Ho, defendeu no comunicado que há razões para otimismo ao “abrir um novo e empolgante capítulo”, depois de “um período de significativo realinhamento estratégico”.

A empresa sublinhou que as receitas vindas do chamado mercado de massas – apostadores que não recorrem a crédito – já ultrapassaram em 44,4% o nível atingido em 2019, antes da pandemia de covid-19. Após a compra do Royal Arc, a dívida da SJM aumentou 7,3%, para 29,3 mil milhões de dólares de Hong Kong. Lusa