Homem detido por pornografia infantil e práticas sexuais com menores

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem, residente de 33 anos, por alegadamente ter aliciado menores, sobretudo rapazes, para actos sexuais e fotografias pornográficas, mediante pagamento ou retribuição com bens materiais. Segundo a averiguação policial, há pelo menos quatro alunos vítimas neste caso.

A situação foi exposta na sequência de uma investigação no início de Julho sobre um caso de pornografia infantil online, no qual a PJ identificou o suspeito que recorria às redes sociais para fazer amizade com estudantes menores locais, convencendo-os a tirarem fotografias pornográficas.

Citada pelo Jornal Ou Mun, a PJ identificou posteriormente a primeira vítima, que conheceu o suspeito através de uma aplicação de encontros. O menor recusou-se inicialmente a tirar fotografias explícitas, mas o suspeito conseguiu mais tarde aliciá-lo para tirar fotografias das suas pernas com um pagamento de 850 patacas e oferta de um saco de ténis no valor de centenas de patacas.

O aluno disse à polícia que recusou tirar fotografias por não ter recebido qualquer pagamento, enquanto o terceiro lesado recebeu 400 patacas pela venda ao indivíduo de um par de ténis e meias desportivas usados.

As autoridades apuraram ainda que o suspeito fez uma transacção com a quarta vítima, este mês, numa casa de banho pública na zona do NAPE. A investigação apontou que o homem usou um telemóvel para filmar este encontro e pagou 650 patacas ao menor.

O suspeito foi detido na passada sexta-feira no seu local de trabalho na zona do NAPE e foi encaminhado para o Ministério Público no sábado por práticas de crimes de abuso sexual de crianças, pornografia de menor e recurso à prostituição de menor.

De acordo com a PJ, o suspeito tem uma “predileção particular” por estudantes do sexo masculino menores de idade e procura alvos com “fraca consciência de autoprotecção” através de plataformas de redes sociais como o Instagram, X e Douyin, cometendo os crimes ao utilizar incentivos materiais como dinheiro e bens para aliciar os menores.

A PJ acredita que o homem tem vindo a realizar estas práticas criminais desde o ano passado, não envolvendo nenhuma estudante do sexo feminino. A PJ não exclui a possibilidade de existirem outras potenciais vítimas, alertando os jovens para terem cautela ao se envolverem em encontros online e que não devem aceitar convites de desconhecidos da Internet.

C.C.