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      Construção da nova Biblioteca Central deverá demorar cerca de dois anos e meio

      A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) abriu ontem o concurso público para a obra de construção da nova Biblioteca Central de Macau, que vai nascer no Tap Seac, onde antes era o Hotel Estoril. O anúncio, publicado ontem em Boletim Oficial, estipula que o prazo máximo de execução da obra é de 620 dias úteis, ou seja, cerca de dois anos e meio. O concurso não determina o preço base da obra.

      Foi publicado ontem em Boletim Oficial o anúncio da abertura do concurso público para a execução da obra de construção da Biblioteca Central de Macau, na zona do Tap Seac, onde antes era o Hotel Estoril.

      O documento estabelece que o prazo máximo global de execução da obra é de 620 dias úteis, ou seja, cerca de dois anos e meio, contados a partir da data da consignação. O concurso estipula também, como meta obrigatória, a conclusão da estrutura de cobertura em 300 dias úteis.

      A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) não determina um preço base da obra, contudo, as sociedades que forem a concurso terão de pagar 7,8 milhões de patacas como caução provisória e ainda 5% do total da adjudicação como caução definitiva.

      Na apreciação das propostas, a DSOP vai dar mais importância ao preço da empreitada, com um peso de 50% na decisão. A experiência e qualidade das obras tem um peso de 20% na decisão e o prazo de execução das obras 15%. Por fim, o programa de execução vale 10% e o plano do programa de recursos humanos e a proporção de trabalhadores residentes em cargos de gestão 5%. A adjudicação é efectuada ao concorrente com a pontuação total mais elevada e, se houver empate, a adjudicação é efectuada ao concorrente com a proposta de preço mais baixo. As propostas devem ser apresentadas até ao dia 8 de Outubro deste ano, na sede da DSOP.

      A nova Biblioteca Central que vai nascer no Tap Seac será construída no terreno onde antes estava o Hotel Estoril, entre a Avenida de Sidónio Pais e a Rua Filipe O’Costa, com uma área de 2.960 metros quadrados.

      De acordo com o projecto da Mecanoo, ateliê neerlandês que venceu o concurso para fazer o projecto, a biblioteca terá três pisos, com cave para o armazenamento, com uma área bruta de construção de cerca de 12.710 metros quadrados, dispondo igualmente de espaço para a biblioteca principal, salas de reunião, zona de aprendizagem e zona de leitura pública.

      A nova biblioteca vai dispor de auditórios, salas de conferência polivalentes, zonas de criação, espaços de tecnologia informática e multimédia, zona de leitura infantil, biblioteca familiar, espaço com brinquedos, sala de convívio familiar, salas de aula, instalações inteligentes acessíveis para o público em geral e ainda instalações universais.

      O ateliê neerlandês prometeu reinterpretar a grelha da fachada do edifício do antigo Hotel Estoril. Segundo o plano, a nova grelha irá apresentar uma maior densidade que a antiga, tendo sido desenhada segundo um plano inclinado. Os alçados frontal e lateral são parcialmente levantados, dando a sensação de folhear as páginas de um livro. As estantes interiores altas vão do pavimento ao tecto em rectícula formando as paredes divisórias múltiplas. Quando a luz do sol incide sobre estes elementos, cria uma projecção de luz e sombra.