Pereira Coutinho denunciou, numa interpelação escrita remetida ao Governo, que um numeroso grupo de professores da Universidade Politécnica de Macau (UPM) se queixa de que a instituição de ensino superior está a exigir a reposição de aulas canceladas durante este semestre, mesmo em casos de imprevistos ou de força maior, tais como tufões ou feriados públicos, ou por motivos pessoais, incluindo ausências por motivos de doença, devendo essas aulas ser repostas integralmente antes do término do semestre, sem qualquer tipo de compensação adicional.
“Esta nova medida, considerada arbitrária, não foi abordada previamente com os docentes, que merecem ser tratados com dignidade e respeito”, afirma o deputado na interpelação, ressalvando que “todos estes docentes cumprem rigorosamente o calendário académico estabelecido pela universidade, no qual as aulas que coincidem com feriados públicos são automaticamente canceladas conforme as directrizes internas”.
Coutinho diz mesmo que “a falta de consideração pela dignificação e valorização do trabalho dos professores das universidades públicas pode ter várias implicações negativas, tanto para os próprios docentes, como para as instituições onde estão colocados, e para a sociedade, nomeadamente a desmotivação dos docentes, impacto na qualidade do ensino, erosão da autoridade académica, ambiente de trabalho tóxico, formação de profissionais menos qualificados, e introdução de desigualdades sociais, limitando oportunidades para as futuras gerações”.











