Um residente na casa dos 60 anos foi ontem encontrado morto depois de ter alegadamente matado o seu irmão mais novo devido a uma disputa financeira de longa data. Segundo a Polícia Judiciária, o homem ficou com o cadáver do irmão em casa durante mais de 48 horas e saltou da varanda quando os agentes entraram na sua casa para investigar o caso.
Uma fracção residencial no Fai Chi Kei foi local de uma tragédia entre dois irmãos – um residente de meia-idade terá sido morto pelo seu irmão mais velho, que depois terá cometido suicídio atirando-se da varanda de casa. De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), o caso de alegado homicídio envolvia uma disputa financeira de longa data.
O cadáver do irmão mais novo foi encontrado no domicílio do alegado agressor, estimando-se que tenha morrido há, pelo menos, 48 horas.
A investigação da polícia surgiu na sequência de um pedido de ajuda do filho do suspeito, que acompanhou ontem o pai para casa depois de uma consulta no centro de saúde, tendo depois impedido de entrar na casa pelo pai. O filho, nessa altura, espreitou para dentro de casa e viu um corpo na sala de estar, com manchas de sangue.
Por volta do meio-dia de ontem, vários agentes policiais e de bombeiros deslocaram-se ao local para se inteirarem da situação. Ao abrirem a porta da residência, viram o suspeito, residente na casa dos 60 anos, a saltar da varanda de casa, no 24.º andar. O homem foi declarado morto no local.
As autoridades activaram o mecanismo de averiguação de casos graves e realizou uma busca no domicílio. Segundo a informação avançada pela PJ numa conferência de imprensa, após a investigação, não foram encontrados “sinais evidentes” que indiquem sinais de luta no local.
A PJ referiu que havia uma “grande quantidade” de sangue coagulado no chão da sala de estar, e as paredes estavam cobertas de salpicos de sangue. Foi encontrado ainda um cano de água, de metal, com 85 centímetros de comprimento e 3 centímetros de diâmetro, com uma das extremidades manchada de sangue.
A autópsia verifica que a vítima do alegado homicídio apresentava múltiplas fraturas expostas na parteposterior esquerda do crânio, sendo ferimentos provavelmente causados por “múltiplas agressões” com um objecto rijo.
“A cara e o osso do nariz sofreram também fraturas, mas nos membros e no corpo não foram verificados ferimentos de resistência evidente. Estima-se que a morte tenha sido causada por contusão com objecto contundente”, observou a PJ.
O porta-voz da PJ acrescentou que, segundo as informações recolhidas até ao momento, o suicida vivia só numa casa na Rua do Comandante João Belo. O irmão mais novo foi, sozinho, ao apartamento dele na tarde da passada sexta-feira e nunca mais saiu. O suspeito voltou para casa no mesmo dia por volta das 18h.
A PJ afirmou que o cadáver estava em estado de decomposição, portanto será sujeito a exames forenses, sendo que as autoridades ainda vão continuar a investigar detalhes sobre a disputa financeira entre os dois.











