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      Alvis Lou destaca notório abrandamento de casos de Covid-19 em Junho

      O território está actualmente com 100 a 200 casos diários de Covid-19, contra os 900 casos num só dia em Maio, o que representa um amainar da situação vivida no mês passado. Alvis Lou partilhou este e outros dados da situação actual, garantindo que há menos entradas de doentes nas urgências dos hospitais, e que, na sua maioria, é a primeira vez que estas pessoas estão com Covid-19.

      Em declarações à Rádio Macau em língua chinesa, o director dos Serviços de Saúde (SS), Alvis Lou, sublinhou ontem que o território actualmente está com 100 a 200 casos diários de Covid-19, o que representa uma considerável descida, quando comparado com os 900 casos registados num só dia em Maio. De acordo com o responsável, “a maioria dos casos detectados foram de pacientes infectados pela primeira vez”. No entanto, Alvis Lo salienta que, “com a retoma das actividades turísticas, espera-se que o vírus sofra mutações e [Macau] possa enfrentar novos desafios no Inverno”.

      O mesmo indicou à Rádio Macau que a entrada de doentes nos serviços de urgência dos hospitais caiu de 1.300 por dia, para uma média diária entre 800 a 900.Alvis Lou acrescentou ainda que, mesmo assim, em comparação com os dias pré-epidemia, tem havido um aumento de 20% na hospitalização de doentes com doenças subjacentes, em parte por os doentes “não terem sido testados precocemente, não terem procurado assistência médica, e não terem recebido a nova vacina”, explicou.

      De acordo com o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, na terça-feira passada foram diagnosticados 159 casos, seisnovos casos de internamentos no Hospital Conde de São Januário, e nenhum caso mortal associado à Covid-19.

      Recorde-se que em meados de Maio as autoridades de saúde avisaram que Macau estava a passar por um pico periódico de infecções pela Covid-19. Na altura, foram registados 2.181 casos em quatro dias. Foi aí também que o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus procedeu à alteração da forma como monitoriza os casos e como comunica com a população, passando a divulgar os números diariamente. Esta medida tinha o intuito de “despertar a atenção da população”, assim como “de demonstrar cabalmente a situação real da infecção pela Covid-19 na comunidade”, como foi esclarecido pelos SS em comunicado.

      No início de Junho, os SS vieram publicamente reiterar que a população deveria encarar o novo coronavírus como uma doença respiratória comum. Durante um programa da Rádio Macau em língua chinesa, Chang Tam Fei, chefe substituto da Delegação do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, afirmou que “a população terá de aceitar a Covid-19 como qualquer outra doença respiratória”. Na altura, Chang Tam Fei recordou que quando houve um surto em Macau em Dezembro do ano passado, os residentes só tinham de comunicar um teste positivo para receberem cinco dias de baixa por doença, uma vez que ainda era necessário o isolamento domiciliário para abrandar a propagação da doença; “mas agora a situação é completamente diferente, uma vez que a maioria das pessoas já foi infectada e há tempo suficiente para tomar precauções, tendo a taxa de doenças graves e de mortes diminuído”.

      Em Fevereiro, Alvis Lou garantiu que as autoridades sanitárias de Macau estavam preparadas para possíveis episódios de Covid-19 em Macau. Em resposta a uma interpelação escrita da deputada da Assembleia Legislativa Wong Kit Cheng, o responsável máximo dos SS revelou que o Governo da RAEM “tem vindo a sintetizar as experiências assimiladas, tendo iniciado os trabalhos nas áreas de regime de gestão de camas hospitalares, de alocação de recursos humanos, de optimização dos procedimentos de trabalho, entre outros, de forma a enfrentar a ocorrência de eventuais picos periódicos da epidemia no futuro”.