Governo coloca três países sob o nível máximo de alerta de viagens

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O Governo atribuiu o nível 3 de alerta de viagens ao Irão, ao Líbano e à Síria e o nível 2 ao Paquistão, segundo informações divulgadas ontem em comunicado. A lista de países abrangidos pelo Sistema de Alerta de Viagens passa agora a incluir 110 destinos, mais 28 desde a última actualização da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), em Agosto do ano passado.

A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) alargou o número de países abrangidos pelo Sistema de Alerta de Viagens da RAEM, que totaliza agora 110 destinos. Segundo as novas actualizações, o Irão, o Líbano e a Síria passam a estar sob o nível 3 de alerta de viagens, o mais elevado, enquanto o Paquistão entra directamente para o nível 2.

As modificações feitas aos níveis de alerta de viagem para os residentes de Macau foram apresentadas numa sessão de esclarecimento da DST, em que o organismo divulgou os trabalhos de optimização e os novos conteúdos da página temática de “Alerta de Viagens” à Autoridade Monetária de Macau, a agências de viagens locais e a operadores de seguros.

O nível de alerta 3, para o qual entraram mais três países do Médio Oriente, desaconselha deslocações a destinos que possibilitem “ameaças extremas” à segurança pessoal. “Os residentes de Macau que planeiem viajar ou que se encontrem no destino devem estar cientes da gravidade da situação e da assistência oficial que pode ser prestada”, escrevem as autoridades, na página electrónica criada para dar resposta a crises de turismo. Para além do Irão, do Líbano e da Síria, este nível de alerta inclui também Israel, que entrou para a lista na actualização de Agosto de 2024.

O nível 2, que agora engloba o Paquistão, pede que se “reconsidere” viagens não-essenciais aos destinos contemplados, devido à intensificação de um cenário de perigo. Este grupo engloba ainda o Egipto e a Turquia, que já figuram na lista desde o ano passado.

O nível 1, por sua vez, indica o “surgimento de uma ameaça” e insta os residentes a manterem-se atentos ao “desenvolvimento dos acontecimentos”. Este é o nível de alerta que visa mais países: Bangladesh, Filipinas (mais especificamente, a ilha de Mindanao), Índia, Indonésia, Japão (a região de Fukushima), Myanmar, Nepal, Peru, Reino Unido, Rússia, Sri Lanka e Tunísia.

A DST destaca que o Sistema de Alerta de Viagens não tem carácter proibitivo, assumindo-se como um conjunto de orientações relevantes para que os residentes possam ajustar os seus planos de viagem de acordo com as informações disponibilizadas. Entre algumas das recomendações feitas pelo departamento aos viajantes, incluem-se a aquisição atempada de seguros de viagem, o respeito pelas leis e costumes praticados nos países de destino e a atenção redobrada a objectos pessoais e documentos de viagem.

Os residentes de Macau são também aconselhados a manterem-se alerta a possíveis tentativas de fraude ou burla, que “podem visar grupos específicos de pessoas e colocá-las em perigo”. A DST avisa que os casos mais comuns deste tipo de actividade criminosa estão geralmente associados a “ofertas de emprego de fontes desconhecidas ou não fidedignas com promessas de remunerações elevadas no estrangeiro” ou a “pedidos de pagamento” de origem suspeita, que ocorram antes ou depois das viagens.

Recorde-se que, no início desta semana, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que dois residentes de Macau desapareceram após terem sido vítimas de tráfico humano para centros dedicados à burla e extorsão no Camboja. Outros quatro homens, oriundos da província de Guangdong, foram interceptados no Aeroporto Internacional de Macau enquanto se preparavam para partir para o Camboja, aliciados por um esquema de contornos semelhantes.