Hospital das Ilhas espera prestar serviço de diálise a 1.200 pacientes por mês até ao final do ano

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O serviço de hemodiálise foi já inaugurado no Hospital das Ilhas e, numa primeira fase, o tratamento será disponibilizado a residentes de Macau encaminhados pelos Serviços de Saúde. A instituição médica diz que vai expandir o seu equipamento médico e ampliar a escala dos seus serviços, podendo prestar, até ao final deste ano, serviço de diálise regular a cerca de 1.200 pessoas por mês, prevê o hospital.

A prestação do serviço de tratamento de diálise já está disponível no Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital, também conhecido como Hospital das Ilhas. A informação foi ontem anunciada pela instituição médica, avançando a inauguração recente do seu Centro de Hemodiálise.

De acordo com o hospital, o centro proporciona, na sua primeira fase de funcionamento, tratamento de hemodiálise de manutenção a residentes de Macau encaminhados pelos Serviços de Saúde.

O Hospital das Ilhas, entretanto, estima que, até ao final deste ano, possa prestar serviço de hemodiálise a cerca de 1.200 pacientes em diálise por mês. “O hospital, no futuro, continuará a expandir o seu equipamento médico e a ampliar a escala dos seus serviços médicos, contribuindo activamente para aliviar a pressão sobre o sistema de saúde público”, assumiu.

Segundo estatísticas sobre a saúde relativas ao ano de 2024 da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, Macau prestou 131.635 tratamentos de diálise, enquanto o número em 2023 foi de 129.859.

A instituição reconhece que a procura por tratamentos de diálise “continua a aumentar”, dado ao envelhecimento da população de Macau e a tendência cada vez mais acentuada do aparecimento precoce de doenças renais crónicas.

“Acredita-se que a criação do Centro de Hemodiálise do hospital poderá oferecer um serviço de apoio mais abrangente aos pacientes de Macau e, ao mesmo tempo, proporcionar um serviço de tratamento de diálise mais conveniente aos residentes da zona da Taipa e de Coloane que anteriormente utilizavam os serviços de saúde públicos”, destacou.

Recorde-se que, segundo a informação dos Serviços de Saúde, as pessoas portadoras de doenças renais, quando a função renal do doente se deteriora continuamente e é irreversível, podem sempre optar pela diálise peritoneal, pela hemodiálise ou pelo transplante renal, como terapia de substituição renal.

Os doentes podem realizar a diálise peritoneal em casa, após formação, não necessitando de se deslocar com frequência ao hospital para tratamento. Já o transplante renal é a melhor opção na terapia de substituição renal, admitiu o Governo, mas os doentes que aguardam o transplante renal precisam de um órgão adequado para o transplante.

No que diz respeito à hemodiálise, que é um tratamento que visa remover artificialmente os resíduos metabólicos e as impurezas do sangue, para além de ser fornecida pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), os Serviços de Saúde adquiriram também os respectivos serviços do Hospital Kiang Wu e do Hospital da Universidade de Ciência e Tecnologia.

Segundo adiantou o Hospital das Ilhas, o Centro de Hemodiálise ocupa uma área de 1.400 metros quadrados e está equipado com os equipamentos médicos “mais avançados da Grande Baía”, utilizando uma plataforma de informação inteligente para a gestão electrónica de registos médicos e prescrições médicas.

“A equipa médica é liderada por especialistas do Hospital Peking Union Medical College e pode oferecer vários tipos de diálise, incluindo hemodiálise e hemofiltração”, salientou. O Hospital das Ilhas afirmou que está a disponibilizar serviços de diagnóstico e tratamento completos através da integração de tratamento de diálise, monitorização da doença, bem como gestão de complicações.