O Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos que vai ser construído junto à Avenida do Aeroporto, no Cotai, vai permitir “um aumento significativo da taxa de reciclagem deste tipo de resíduos”, indicou a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), em resposta a uma interpelação escrita de Si Ka Lon.
As autoridades dizem que, “com a retoma gradual das actividades sócio-económicas após a pandemia, a quantidade de resíduos sólidos urbanos de Macau voltou aos níveis pré-pandémicos” e, segundo os dados dos últimos anos, registou-se uma “ligeira variação na proporção dos vários tipos de resíduos”, com os compostos orgânicos a representarem cerca de 30% a 40% do total.
A DSPA disse ainda que já encarregou uma instituição profissional de iniciar um estudo sobre as medidas de gestão de resíduos sólidos para “rever e analisar as respectivas fontes e a situação actual das medidas de gestão”. “Com base nas experiências do interior da China no que respeita à construção de ‘Cidades sem Resíduos’, serão elaboradas medidas de gestão de resíduos sólidos adequadas à realidade de Macau”, referiu o organismo.
Segundo o Relatório do Estado do Ambiente de Macau de 2024, nesse ano registou-se um aumento da quantidade de resíduos sólidos urbanos, de materiais de construção, de cinzas volantes e de veículos abandonados. No ano passado, a quantidade de resíduos sólidos urbanos produzidos em Macau atingiu 526 mil toneladas, representando um aumento de 5,1% em relação a 2023, e a quantidade de resíduos sólidos per capita também aumentou 4% e atingiu 2,1 kg por dia, sendo ambos os dados semelhantes aos de 2019. De entre os resíduos sólidos urbanos, em 2023 e 2024, a composição física dos resíduos sólidos incluiu resíduos orgânicos, 32,3%, papel/cartão, 24,3%, e resíduos plásticos, 24%.











