A Coreia do Sul entregou a Pyongyang seis norte-coreanos que tinham sido resgatados no mar há vários meses e que tinham pedido para regressar ao seu país. Os resgatados tinham aparentemente atravessado a fronteira marítima acidentalmente e pediram para ser devolvidos à Coreia do Norte.
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul anunciou ontem a entrega a Pyongyang de seis norte-coreanos que tinham sido resgatados no mar há vários meses e que tinham pedido para regressar ao seu país.
“O Governo sul-coreano repatriou hoje seis norte-coreanos através do mar do Leste”, nome coreano para o mar do Japão, informou o ministério, em comunicado. “Com o pleno consentimento de todos os envolvidos, os seis norte-coreanos foram repatriados juntos”, afirmou.
No início de Junho, a Coreia do Sul anunciou ter resgatado, em Maio, quatro norte-coreanos, cujo barco estava alegadamente à deriva em águas territoriais no mar do Japão.
A Marinha sul-coreana “detectou um pequeno barco de madeira norte-coreano a cerca de 100 quilómetros da costa de Goseong”, na costa leste da Coreia do Sul, disse um porta-voz militar.
De acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap, os resgatados tinham aparentemente atravessado a fronteira marítima acidentalmente e pediram para ser devolvidos à Coreia do Norte. Os quatro foram entregues “às autoridades [sul-coreanas] competentes”, disseram os militares.
Os desertores norte-coreanos são normalmente sujeitos a interrogatórios pelos serviços de segurança sul-coreanos.
Seul afirmou na altura que ainda aguardava uma resposta de Pyongyang sobre o repatriamento de dois norte-coreanos encontrados em circunstâncias semelhantes há três meses no mar Amarelo, localizado entre a China, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. “No momento do repatriamento”, pouco antes das 09:00, “um barco de patrulha norte-coreano apareceu no ponto de transferência designado”, e a embarcação que transportava os norte-coreanos regressou ao Norte “por conta própria”, disse ontem o Ministério da Unificação sul-coreano.
O ministério garantiu que “trabalhou em cooperação com as agências relevantes para garantir o regresso rápido e seguro dos norte-coreanos, numa perspetiva humanitária”.
Na semana passada, um norte-coreano atravessou a fronteira terrestre com a Coreia do Sul na Zona Desmilitarizada, sendo depois intercetado e detido.
No início de Junho, no discurso de posse, o novo Presidente de centro-esquerda da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, disse que queria aproximar-se da Coreia do Norte, num discurso que contrasta com a linha dura do antecessor deposto, Yoon Suk-yeol.
A Coreia do Norte suspendeu, na prática, quase toda a diplomacia e comunicação direta com o Sul, após o colapso das negociações nucleares com os Estados Unidos, em 2019. Lusa











