A Universidade Politécnica de Macau (UPM) integra, pela primeira vez, o ranking da QS World University Ratings, estreando-se entre as posições 901 e 950. A edição de 2026 inclui também a Universidade de Macau (UM) e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), tendo a primeira registado a primeira queda de sempre na tabela de classificações universitárias mundiais.
A Universidade Politécnica de Macau (UPM) foi incluída, pela primeira vez, no ranking mundial da prestigiada revista Quacquarelli Symonds (QS), situando-se entre as posições 901 e 950.
Também inclusas na lista estão a Universidade de Macau (UM), que desceu do 245.º para o 285.º lugar, e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês), com uma ligeira subida da 464.ª para a 440.ª classificação. Importa sublinhar que esta edição do QS World University Rankings é a maior de sempre, abrangendo mais de 1.500 universidades radicadas em mais de uma centena de países e regiões.
Na página da QS, lê-se que os factores que mais pesaram na avaliação da universidade foram o “rácio de estudantes internacionais”, o “rácio de docentes internacionais” e a “diversidade de estudantes internacionais”. No sistema de classificação QS Stars Ratings, a UPM recebeu cinco estrelas – isto é, uma classificação de “excelente” – nos parâmetros “global”, “ensino”, “empregabilidade”, “envolvimento global”, “instalações”, “boa governação”, “impacto ambiental”, “critérios especializados: informática” e “ciências e sistemas de informação”. As variantes “desenvolvimento académico” e “artes” receberam uma nota de quatro estrelas, ou “muito bom”.
Em comunicado emitido após a divulgação do ranking, a UPM destaca que, “nos últimos anos, o reconhecimento e a influência [da universidade] a nível regional e internacional têm vindo a melhorar”, fruto da “grande importância” atribuída à qualidade do ensino e da investigação e à filosofia pedagógica de “procura de excelência”.
A nota de imprensa acrescenta que um dos projectos científicos levados a cabo pela instituição – a aplicação de tradução automática chinês-português “Diz Lá!” – contribuiu para uma maior proximidade com a lusofonia, cimentando o papel de Macau como interlocutor linguístico e cultural entre a China e os países de língua portuguesa.
Apesar de a edição de 2026 representar a estreia da UPM no ranking mundial, a universidade já figurava nos Asian University Rankings – centrados no continente asiático, como indica o nome – desde 2024, posicionando-se actualmente entre as posições 451 e 460.
Também a edição deste ano do Times Higher Education, publicada anteontem, distinguiu a UPM como uma das universidades mais influentes a nível mundial, atribuindo-lhe uma posição entre os lugares 301 e 400. A universidade surge novamente na área de “Educação de Qualidade”, entre os 101 e 200 lugares, e em três outras áreas dos “Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas” do ranking, sendo a instituição de ensino superior de Macau mais bem classificada.
Quanto às duas outras instituições de ensino superior que figuram no ranking da QS, a UM destaca-se negativamente ao observar a primeira queda de sempre desde 2015, ano em que passou a integrar a lista da revista do Reino Unido. No QS Asian University Rankings de 2025, a UM já tinha sofrido a primeira queda de sempre ao cair 40 posições até ao lugar 285.
Os QS World University Rankings correspondem a uma classificação internacional de instituições de ensino superior, tendo em conta indicadores como a reputação académica, publicações de investigação científica e desenvolvimento sustentável. O pódio de 2026 pertence ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ao Imperial College London e à Universidade Stanford, na Califórnia. A Ásia surge representada pela primeira vez no 8.º lugar, com a Universidade Nacional de Singapura, constando mais abaixo a Universidade de Hong Kong (11.º lugar) e a Universidade de Pequim (14.º).











