A Escola Internacional de Macau (TIS, na sigla em inglês) respondeu às críticas de um grupo de pais dizendo que a instituição tem uma política de “portas abertas” e que incentiva os pais a darem as suas opiniões sobre os destinos da escola. O grupo de pais dizia que a direcção da TIS tinha dissolvido a associação pais e estava a tentar silenciar as opiniões dos encarregados de educação.
Após um grupo de pais ter acusado a Escola Internacional de Macau (TIS, na sigla em inglês) de tentar silenciar os encarregados de educação, a instituição de ensino assegura que “a colaboração aberta entre a escola e os pais” é “um dos pilares” da sua filosofia educativa.
“Acreditamos firmemente que a educação autêntica vai além da sala de aula, florescendo na conexão entre a escola, a família e a comunidade. Desde a nossa fundação, valorizamos consistentemente a perspectiva de cada pai, mantendo canais de comunicação multidimensionais para garantir o diálogo entre pais e escola”, afirma a TIS numa resposta enviada ao PONTO FINAL.
Segundo a instituição de ensino, existem “muitos canais de comunicação que os pais podem utilizar para contactar a escola”, incluindo, “reuniões regulares, seminários, sessões informativas com actualizações e informações pertinentes”.
Por outro lado, a TIS diz que também incentiva os pais a marcarem reuniões com os professores, equipa de liderança e administração. “Temos uma política de portas abertas na nossa escola”, destaca a resposta da escola, acrescentando que tem vários “procedimentos em vigor para permitir um diálogo construtivo sobre questões preocupantes”.
A escola diz ainda que há “iniciativas regulares de envolvimento” dos pais e outros “eventos de participação da comunidade”. “A nossa equipa administrativa mantém canais de comunicação abertos, com pontos de contacto mensais estruturados com os pais e recebendo ‘feedback’ dos alunos e da liderança estudantil, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas. Esta tradição colaborativa profundamente enraizada permite-nos sintetizar eficazmente as opiniões dos pais”, termina a nota da TIS.
Recorde-se que, numa carta aberta a que o PONTO FINAL teve acesso, um grupo de pais de alunos matriculados na TIS deixou várias críticas à postura da instituição no que diz respeito à relação com os encarregados de educação.
Este grupo alegava que a instituição dissolveu a associação de pais da TIS e, ao mesmo tempo, ofereceu resistência à tentativa de a associação se registar oficialmente na Direcção dos Serviços de Identificação. Por outro lado, segundo a denúncia, a escola não tem permitido que os pais manifestem opiniões sobre os destinos da instituição. “Contribuímos com tempo, dinheiro, ideias e energia para construir um ambiente escolar próspero. Mas não podemos apoiar um ambiente onde o diálogo genuíno é substituído por mensagens rigidamente controladas e onde as vozes dos pais são silenciadas por fazerem perguntas justas e necessárias sobre propinas, qualidade dos serviços e bem-estar dos alunos”, lia-se na carta dos pais.











