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      Consulado (re)lembra quinto centenário de Camões com livro e exposição de Sara Augusto

       

      Luís de Camões volta a ser a figura central do mês de Junho com o lançamento de “O Vasto Império do Coração”, antologia e exposição fotográfica de Sara Augusto sobre a presença do poeta na literatura de Macau. A inauguração acontecerá às 18:30 do dia 18 de Junho, quarta-feira, no Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

       

      O livro “O Vasto Império do Coração”, da autoria de Sara Augusto, vai ser apresentado esta quarta-feira, pelas 18:30, no auditório Dr. Stanley Ho do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong. A exposição fotográfica que acompanha a obra será inaugurada no mesmo dia e permanecerá patente ao público até ao final do mês, na chancelaria da representação diplomática, entre as 9:30 e as 18:00 dos dias úteis.

      Ainda inserida nas comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, comemorados em 2024, a obra reúne registos de textos literários de escritores portugueses que passaram, viveram ou vivem no território onde o próprio poeta terá residido, por dois anos, em meados do século XVI. Através de recortes poéticos assinados por autores que se debruçaram sobre Camões – como António Couto Viana, cujo poema “A Camões, dolorosamente” emprestou um dos seus versos ao título da antologia –, a autora cria um mosaico de homenagem ao expoente máximo das letras lusófonas em território asiático.

      A exposição fotográfica paralela prossegue esta exploração, centrando-se no grande monumento físico ao escritor em Macau: a Gruta de Camões, descrita em comunicado do Instituto Português do Oriente (IPOR) como um “local emblemático onde um pequeno busto do poeta se tornou ponto de peregrinação literária”. Foi nesta gruta que Luís de Camões terá terminado a sua mais distinta epopeia, “Os Lusíadas”, embora não existam sequer provas concludentes da sua estadia em Macau – a imagem do poeta solitário na gruta foi, pois, imaginada por Almeida Garrett no poema “Camões”, de 1825.

      As fotografias, também da autoria de Sara Augusto, capturam assim “a essência de um espaço que é, ao mesmo tempo, mítico e profundamente humano”, onde o busto do poeta se materializa como um marco de homenagem e interesse turístico entre a história nebulosa e a lenda romântica.

      O IPOR nota que o projecto de Sara Augusto “celebra não apenas o poder da palavra, mas também o da imaginação e do tempo, que transformam lugares poéticos e não poéticos em símbolos eternos”. Em simultâneo, solidifica-se um legado que “permanece vivo na memória colectiva da região” e que “continua a inspirar gerações, transcendendo fronteiras e eras” com a sua excelência literária, rica em “temas universais, formas poéticas inovadoras e uma contribuição decisiva para a língua portuguesa”.

      A iniciativa conta com o apoio do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e da Estrutura de Missão das Comemorações V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, inserindo-se na programação deste ano para “Junho, Mês de Portugal na RAEM”.

      Sara Augusto é fotógrafa e docente de português na Universidade Cidade de Macau. Como investigadora, tem desenvolvido projectos no âmbito da literatura portuguesa e apresentado trabalhos em conferências, congressos e reuniões, tanto em Portugal como no exterior.