Edição do dia

Sexta-feira, 24 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
aguaceiros fracos
25 ° C
25.9 °
24.9 °
94 %
4.6kmh
40 %
Qui
25 °
Sex
26 °
Sáb
27 °
Dom
28 °
Seg
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioCulturaOrquestras de Macau terão novos directores musicais

      Orquestras de Macau terão novos directores musicais

      Depois da saída do maestro Lu Jia, à frente da Orquestra de Macau desde 2008, os dois conjuntos ficaram reféns de um condutor. À margem da cerimónia de tomada de posse da nova presidente do Instituto Cultural, Leong Wai Man revelou que a privatização das orquestras está feita e que agora cabe à empresa gestora conduzir o processo daqui para frente. Com 100% capital público, 98% ao Governo da RAEM e 2% ao Fundo de Desenvolvimento Cultural.

       

      As duas orquestras de Macau, recentemente privatizadas, vão ter novos directores musicais em breve. A garantia foi dada pela nova presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man, à margem da cerimónia da sua tomada de posse que teve lugar na passada sexta-feira na sede do Governo da RAEM.

      Desde o dia 1 de Fevereiro que os conjuntos musicais estão fora da alçada do IC, relembrou a responsável, tendo sido criada uma empresa para as gerir. “Queremos que as orquestras agora possam chegar a um novo patamar na área da cultura. Penso que agora podem melhor divulgar a música. Com a nova liderança, as orquestras podem actuar de melhor forma. E, por isso, ambas vão ter um novo director musical”, disse aos jornalistas a responsável, nos quadros do IC desde 2018.

      Liu Jia, o maestro chinês à frente da Orquestra de Macau desde 2008 viu o seu contrato rescindido no passado mês de Dezembro e conduziu os músicos, pela última vez, no final de Janeiro, tendo de seguida abandonado o território. “A nova empresa tem a sua própria direcção de desenvolvimento e uma visão internacional para a orquestra. Pretendem contratar trabalhadores mais aptos”, explicou Leong Wai Man, quando confrontada com a decisão de dispensar Liu Jia.

      A mesma responsável reiterou ainda que a nova empresa que gere as orquestras tem 100% capita público, “cabendo 98% ao Governo da RAEM e 2% ao Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) que entrou em funcionamento no dia 1 de Janeiro deste ano, depois da fusão do Fundo de Cultura, que funcionava junto do IC, e do Fundo das Indústrias Culturais. O organismo tem como presidente do conselho de administração Cheong Kin Hong.

      A Orquestra Chinesa de Macau, com 39 membros, tem 21 concertos agendados até ao final de Julho, e a Orquestra de Macau, com 45 músicos, tinha 15 eventos agendados.

       

      Piscar o olho à lusofonia

       

      Durante o seu discurso de tomada de posse, Leong Wai Man prometeu transformar o território num “centro de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. “Iremos reforçar a interacção, o intercâmbio e a cooperação com o sector artístico e cultural, com vista à construção, em conjunto com os agentes artísticos e culturais de Macau, de um ambiente artístico-cultural próspero. O Instituto Cultural continuará a promover a cultura de Macau no exterior, criando condições para que a cultura de Macau se articule bem com o mundo, construindo um centro de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa, como forma de divulgar os encantos culturais de Macau”, disse.

      A nova presidente do IC afirmou que o organismo vai continuar a promover “os encantos culturais” da cidade no exterior e trabalhar para cumprir o papel definido pelas autoridades para Macau. “Criar uma base de cooperação e intercâmbio para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura chinesa”, assumiu.

      Para este ano, o organismo tem diversas situações em mãos. O IC vai empenhar-se na salvaguarda e gestão do Centro Histórico de Macau, em particular com novidades relacionadas com o principal monumento do território, as Ruínas de São Paulo.

      Leong Wai Man não esqueceu que “é preciso valorizar o património cultural tangível e intangível da região”. Por exemplo, a recuperação da Mansão Chiu, de uma família de funcionários da Dinastia Qing, é uma das prioridades da nova presidente IC. “Nós queremos que através dessas construções históricas permitir que os cidadãos possam conhecer a cultura chinesa”, referiu, sublinhando que, no futuro, o Governo “não poupará esforços para cultivar as suas características de desenvolvimento sustentável, procurando oportunidades de exploração e inovação com base nas tradições, assim como abrindo uma nova dimensão para o desenvolvimento do sector cultural, para que o esplendor da cultura de Macau continue a iluminar a cidade e o espírito da população”.

      Recorde-se que o Executivo adquiriu a Mansão Chiu por oito milhões de patacas, valor que Leong Wai Man considera “razoável”. “A mansão tem uma área muito grande e há também um espaço que é de proprietário privado. No futuro, agora podemos usar todo o espaço. De acordo com os nossos procedimento, estudámos o preço e discutimos o preço. Achamos que oito milhões é um preço razoável”, vincou, admitindo que ainda não há valores de custo da recuperação do imóvel.

      A nova presidente do IC, organismo que este ano comemora 40 anos de existência, divulgou que Macau vai ter uma nova actividade a 12 de Fevereiro no lago Sai Van. “Vamos ter uma festividade de música que terá a duração de duas semanas, que envolve dois dias dos Namorados, o chinês e o ocidental. Vamos convidar cantores no sentido de dar continuidade ao bom ambiente do Ano Novo Lunar.”

      Leong Wai Nan referiu ainda que o IC “promoverá igualmente a elevação da qualidade e o aumento da eficiência dos serviços culturais públicos”, com um incentivo aos residentes para que experimentem “uma vida cultural de qualidade, promovendo a participação cultural, elevando a qualidade da vida urbana e aproveitando o ADN da cidade”.

       

       

      PONTO FINAL