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      Fundação Rui Cunha inaugura hoje exposição retrospectiva de Lúcia Lemos

       

      A Fundação Rui Cunha apresenta hoje, pelas 18:00, a exposição de arte “Metamorfoses”, projecto que reúne vários trabalhos produzidos ao longo das décadas pela artista Lúcia Lemos. A mostra permanecerá patente ao público até dia 21 de Julho, com entrada livre.

      O evento, inserido no programa cultural “Junho, Mês de Portugal na RAEM”, reúne 44 peças de diferentes ramos artísticos e estéticos – como gravura, fotografia, instalação, pintura e cerâmica – que a artista elaborou ao longo do seu percurso profissional, numa reflexão sobre o sentido de pertença a Portugal depois de quatro décadas a viver em Macau.

      Em comunicado enviado às redacções, a Fundação Rui Cunha refere que a fundadora do Creative Macau “utiliza materiais orgânicos para dar corpo às ideias, e significados à sua arte, nas diferentes linguagens e formas que foi experimentando e aprendendo ao longo da vida, agora com maior liberdade e tempo para explorar”, desde que se aposentou do projecto há cerca de um ano.

      Citada no comunicado, Lúcia Lemos aprofunda o conceito de metamorfose que dá título à exposição, associando-o às “transformações vividas e observações visuais pessoais do espaço físico” onde vive, Macau, “sem nunca deixar de praticar a portugalidade, como sentido de pertença do lugar de onde [partiu] há quatro décadas”.

      A retrospectiva artística simboliza, pois, “a simbiose de construção e maturação da minha identidade, modelada pelas mudanças de adaptação e adopção à metamorfose do novo lugar”, enquadra. “A arte e o processo artístico procuram formas de integração e ligação do ser humano à natureza e ao mundo que o rodeia”.

      No seu extenso currículo, destacam-se a fundação do projecto Creative Macau, que coordenou durante mais de duas décadas, e o lançamento do Festival Internacional de Curtas de Macau. A artista participou ainda em mais de 50 exposições colectivas e individuais, tanto a nível nacional como internacional, “com alguns trabalhos premiados e linguagens artísticas variadas”, indica a fundação.