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      InícioCulturaAlunos de arquitectura da USJ projectam Pavilhão Ilimitado em bambu

      Alunos de arquitectura da USJ projectam Pavilhão Ilimitado em bambu

      Sob a batuta do arquitecto e professor Nuno Soares, uma equipa de estudantes do terceiro ano da licenciatura em Arquitetura da Universidade de São José criou a estrutura que será inaugurada hoje no Campus Ilha Verde.

      O Pavilhão Ilimitado, construído em bambu, projectado por alunos do terceiro ano da licenciatura em Arquitetura da Universidade de São José (USJ), será inaugurado, hoje, quarta-feira, pelas 17h, no Campus Ilha Verde.

      O projecto, coordenado pelo professor e arquitecto Nuno Soares, nada mais é do que uma “estrutura efémera construída com base na longa tradição dos pavilhões de bambu, combinando as técnicas vernaculares e o artesanato local com a criatividade e as habilidades de design digital dos alunos da USJ”, pode ler-se na nota de imprensa divulgada ontem pela universidade.

      Quem se deslocar ao Campus Ilha Verde pode ver uma estrutura “complexa de casca dupla que propõe uma experiência espacial dinâmica articulando um pátio central com uma galeria sinuosa e um amplo salão comunitário”. Escreve a USJ que o seu conceito “único e inclusivo” desperta a curiosidade e convida os transeuntes a entrar e descobrir o seu mundo interior, “um laboratório temporário para o design sustentável”.

      Respeitando escrupulosamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), os alunos, explica a mesma nota de imprensa, “desenvolveram um processo completo, desde o conceito até ao design, passando pela construção e disseminação, criando uma oportunidade espacial para impacto positivo com quase zero desperdício e pegada de carbono positiva em geral”.

      Dentro da estrutura, são apresentadas duas exposições permanentes, uma que documenta todo o processo de concepção do pavilhão, e outra que contém uma espécie de “manifesto para desenhar uma Macau sustentável”. A exposição, desenvolvida por alunos do primeiro ano de design e arquitectura, revela a USJ, “apresenta uma selecção de propostas que visam projectar para impactar, enfrentando os desafios locais e, ao mesmo tempo, contribuindo para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Macau”.

      O pavilhão ficará, assim, aberto a actividades da própria universidade, bem como da comunidade local em geral, constituindo um convite à colaboração interdisciplinar, acolhendo exposiçõ.es, palestras, workshops e outros eventos, revelou a instituição de ensino superior

      A equipa do projecto foir formada pelo alunos Bianca Dumsing, Vera Vong, Ana Samia, Loraine Raz, Katherine Zon, Maximas Wu, Leo Leong, Justin Wong, Jacky Cheong, Oscar Leong, Ian Ho, Paul Llanes e Evan Bertelsen, tendo tido assistência técnica de Filipe Afonso, Filipa Simões e João Brochado.

      A utilização do bambu como material de construção em Macau é uma prática secular. Tem uma resistência à tracção maior do que o aço, sendo muito mais leve. Por isso, o bambu tem, efectivamente, potencial para substituir aquele metal em muitas aplicações estruturais. O bambu pode ser usado, não só em grandes estruturas, como treliças para cobrir grandes áreas, mas também pode ser usado para criar telhados de forma orgânica com ventilação natural, entre muitos outros fins.