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      InícioCulturaTeatro Dom Pedro V comemora centenário de Carlos Paredes

      Teatro Dom Pedro V comemora centenário de Carlos Paredes

       

      O centenário do guitarrista Carlos Paredes será celebrado com um concerto gratuito no Teatro Dom Pedro V, no dia 26 de Abril. A interpretação da guitarra portuguesa e da viola de acompanhamento estarão a cargo dos músicos portugueses Paulo Soares e Rui Poço Ferreira, respectivamente.

       

      O Teatro Dom Pedro V vai receber um concerto de homenagem a Carlos Paredes no dia 26 de Abril, pelas 20:00, a propósito do centenário do nascimento do músico português. O evento, organizado pela Casa de Portugal em Macau, conta com a participação dos músicos Paulo Soares, na guitarra portuguesa, e Rui Poço Ferreira, na viola de acompanhamento.

      Carlos Paredes nasceu a 16 de Fevereiro de 1925, em Coimbra, no seio de uma família onde a música sempre esteve presente. Apesar de ter formação musical em violino e piano, foi com a guitarra portuguesa que cunhou o seu nome na música popular portuguesa, ao revolucionar a sonoridade deste instrumento e popularizá-lo entre audiências nacionais e internacionais.

      O primeiro EP [Extended Play] foi editado em 1962, com título homónimo, mas foi ao compor a banda sonora do filme “Os Verdes Anos” – o seu ex-líbris – que inscreveu indelevelmente o seu nome na cultura portuguesa. O disco “Movimento Perpétuo”, lançado em 1971, é considerado unanimemente pelo público e pela crítica como outra das suas principais obras-primas.

      Em paralelo à carreira musical, manteve ligações com o Partido Comunista Português (PCP) e chegou, inclusive, a ser preso no final dos anos 50 pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). Após a revolução de 25 de Abril de 1975, a militância política associou-se à obra musical com a participação em diversos eventos e concertos promovidos pelo partido comunista, desde a Festa do Avante! a espectáculos em países da Europa de Leste.

      A última actuação em público ocorreu em Outubro de 1993, dois meses antes de ser diagnosticado com mielopatia, uma doença do sistema nervoso central que o impediu de tocar a inseparável guitarra portuguesa durante os últimos 11 anos da sua vida. Faleceu em Julho de 2004, encontrando-se sepultado no Talhão dos Artistas do Cemitérios dos Prazeres, em Lisboa.

       

      MACAU RECEBE DOIS RENOMADOS GUITARRISTAS PORTUGUESES

       

      Numa nota informativa partilhada nas redes sociais, a Casa de Portugal em Macau apresenta uma breve biografia do guitarrista Paulo Soares, qualificando-o como “um dos mais versáteis e generosos guitarristas de sempre da guitarra portuguesa”. Nascido em 1967, Soares será “possivelmente o mais profundo conhecedor da guitarra de Carlos Paredes”, aliando as técnicas das sonoridades coimbrense e lisboeta a uma “enorme versatilidade” que remonta ao músico centenário.

      Para além da interpretação de temas tradicionais, Paulo Soares é também autor de várias peças da sua autoria, que apresenta regularmente nos “mais importantes festivais de guitarra portuguesa” onde marca presença assídua. Para além de músico, na qualidade de solista ou de elemento integrante em diversos agrupamentos musicais, acumula a função de pedagogo e impulsionador do instrumento tradicional português, destacando-se a sua obra “Método de Guitarra Portuguesa”.

      A interpretação da viola de acompanhamento ficará a cargo de Rui Polo Ferreira, artista nascido em Coimbra que iniciou os seus estudos musicais aos seis anos. Ao longo das últimas décadas, tem-se apresentando em público a solo ou integrado em diversos grupos musicais, incluindo as frequentes colaborações com Paulo Soares. É professor de guitarras clássica e eléctrica há quase 30 anos, ocupando actualmente o cargo de director e professor da SCHERZO – Academia de Música e Artes em Coimbra.

      A celebração do centenário do nascimento de Carlos Paredes tem o patrocínio da Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, contando ainda com o apoio institucional do Instituto Cultural (IC), da Fundação Oriente e da Associação de Proprietários do teatro Dom Pedro V. A entrada para o concerto é livre.

       

      C.B.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau