Edição do dia

Quinta-feira, 4 de Junho, 2026
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens quebradas
29.6 ° C
29.6 °
29.6 °
79 %
6.7kmh
83 %
Qui
29 °
Sex
35 °
Sáb
35 °
Dom
31 °
Seg
31 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioCulturaCirkus Cirkör entrelaça destinos com a arte circense no Centro Cultural

      Cirkus Cirkör entrelaça destinos com a arte circense no Centro Cultural

       

      “A arte entrelaça vidas”. Nos dias 21 e 22 de Março, Macau será palco do espectáculo de circo “Entrelaçar a Paz”, produzido pela companhia sueca Cirkus Cirkör. Combinando acrobacias, música ao vivo e uma mensagem profunda sobre a procura por unidade e compreensão em tempos desafiadores, a obra convida o público a reflectir sobre as suas próprias jornadas e a importância da conexão humana. Em entrevista ao PONTO FINAL, dois dos artistas deixaram as suas impressões sobre Macau e arte do circo.

       

      “Entrelaçar a Paz”, uma obra inovadora da companhia sueca de circo contemporâneo Cirkus Cirkör, chega a Macau para intrigar o público no Grande Auditório do Centro Cultural, através de uma mensagem de união e humanismo. O evento é uma colaboração entre o Instituto Cultural de Macau e a célebre companhia, conhecida pelo seu estilo único que combina a arte circense com fortes mensagens sociais. Em entrevista ao PONTO FINAL, o elenco realçou a expectativa de que “Entrelaçar a Paz” possa levar os espectadores a uma reflexão profunda sobre a condição humana e a busca incessante por unidade e paz, em tempos de incerteza e divisão.

      A obra, que levou 11 semanas para ser criada, centra-se na complexidade das experiências humanas, questionando o que cada indivíduo realmente deseja alcançar ao longo da vida. Alexander Weibel Weibel, um dos artistas que compõem o elenco, oriundo da Espanha, expressou a essência do espectáculo: “Estamos todos à procura de um propósito. O que desejas alcançar na vida? Como podes tornar o mundo um lugar melhor?”. Estas questões emergem naturalmente durante a apresentação, explicou Weibel, e estabelecem um diálogo intrínseco entre os artistas e a plateia. A essência do espectáculo é promovida através da arte do circo, mas, acima de tudo, na inter-relação entre os espectadores e as performances. Destacou que existem diferenças em cada região por onde passam com o espectáculo. “Antes de Macau, estivemos no Japão onde as pessoas são mais discretas, gerando um ambiente no palco completamente diferente de outras regiões que trazem mais reacções do publico”, descreveu Weibel.

      Aino Ihanainen, artista finlandesa que além de ser acrobata também criou parte do cenário, partilhou sua visão sobre um elemento central da narrativa, a tricotagem à mão, que simboliza as interacções humanas. Enquanto segurava uma das pequenas personagens criadas por ela, da qual diz ter desenvolvido uma afeição quase maternal, Aino explicou: “o tricotar actua como uma metáfora poderosa para a maneira como as pessoas vivem e interagem. Algumas seguem um caminho recto, enquanto outras complicam as suas vidas com enredos intricados.” Este simbolismo é essencial para compreender a realidade multifacetada das relações entre as pessoas, reflectindo a luta contínua entre a simplicidade e a complexidade da vida.

      O espectáculo vai muito além da mera exibição de habilidades acrobáticas. Combinando música ao vivo, dança e um cenário que se vai transformando, “Entrelaçar a Paz” cria uma experiência visual e sensorial. Weibel, que utiliza o seu talento em equilibrismo durante a performance, destaca a importância da fusão de elementos no espectáculo: “A música e a acrobacia entrelaçam-se, criando um ambiente onde o público pode sentir as emoções através de cada movimento”. Os artistas não apenas realizam actos de destreza física, mas também transformam o palco num espaço onde a arte e a música ao vivo se entrelaçam, proporcionando uma experiência imersiva e íntima.

      Os fios de tricot que compõem a cenografia não servem apenas como elementos para os actos acrobáticos, mas também desempenham um papel fundamental na criação do ambiente visual e emocional do cenário. O palco torna-se uma espécie de tapeçaria entre o som, o espaço e o movimento, com peças de tricot que se desfazem ao pequeno toque ou servem como paredes de escalada.

      Juntamente com as apresentações, a companhia tem a intenção de realizar uma série de workshops, que dão início hoje e irão permitir ao público explorar as técnicas e filosofia que subjaz à obra.

      Os bilhetes para “Entrelaçar a Paz” estão disponíveis nas plataformas Enjoy Macao e Rede Bilheteira, com preços que variam entre 200 e 500 patacas, incluindo opções de desconto. Com uma duração aproximada de 1h30, e sem intervalo, o espectáculo é direccionado a um público maior de 13 anos.