Número de pessoas registadas para a doação de órgãos em Macau aumentou 6,6% em 2024

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS_ARQUIVO

 

Em resposta a uma interpelação escrita de um deputado, o director dos Serviços de Saúde revelou que o número de pessoas disponíveis para doar órgãos em Macau aumentou em 2024, assim como o número de pessoas que concluíram as formalidades e de associações participantes nas campanhas de sensibilização. A autoridade sanitária planeia agora adicionar uma função de registo para a doação de órgãos na Conta Única de Macau, de modo a facilitar a adesão dos residentes.

 

O número de pessoas registadas para doar órgãos em Macau foi de cerca de 6.380 em 2024, correspondendo a um aumento de 6,6% em relação a 2023. Os dados foram divulgados pelo director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, em resposta a uma interpelação escrita do deputado à Assembleia Legislativa (AL) Ron Lam sobre o tópico.

Entre as 6.380 pessoas registadas, mais de 4.420 concluíram as formalidades presencialmente, o que representa uma subida de 2,8% em relação ao período homólogo de 2023. A autoridade sanitária atribui estes resultados ao reforço dos “trabalhos de promoção da doação de órgãos” que tem vindo a efectuar – por exemplo, através da dinamização de um total de 42 actividades e palestras de divulgação ao longo do ano passado. Também o número de associações participantes na Carta de Parceria Publicitária de Doação de Órgãos aumentou para 30 no final de 2024.

Na mesma resposta, os Serviços de Saúde garantem continuar a promover a aceitação da doação e do transplante de órgãos pelos residentes de Macau. Entre os planos projectados para um futuro próximo, incluem-se actividades de divulgação e promoção junto dos profissionais de saúde e a adição de uma função de registo para a doação de órgãos na aplicação Conta Única de Macau, “de modo a aumentar ainda mais a vontade e conveniência de registo dos residentes”. Refere-se, ainda, que a página electrónica dedicada aos temas da doação e do transplante de órgãos tem vindo a ser optimizada “no sentido de aumentar mais questões e informações que merecem a atenção da população” e “de elevar o conhecimento e a participação dos residentes”.

A disseminação de informação e os trabalhos de esclarecimento de dúvidas são de particular importância nos países e regiões em que a maioria da população é de nacionalidade chinesa, visto que a taxa de doação de órgãos é “relativamente baixa” nestas localizações em relação aos padrões das regiões vizinhas. O director dos Serviços de Saúde frisa ser igualmente “crucial” incentivar a aceitação por parte do agregado familiar dos potenciais doadores, recordando já terem sido contabilizados dez casos em que a dádiva de órgãos foi impossibilitada pela recusa de familiares.

A interpelação do deputado Ron Lam mencionou ainda os custos excessivos do tratamento de hemodiálise: um mínimo de oito mil patacas no Centro Hospitalar Conde de São Januário, o estabelecimento onde as despesas são mais baixas. Em resposta, os Serviços de Saúde referem que, embora os tratamentos médicos de diálise não sejam gratuitos, os requerentes podem ficar isentos do pagamento das despesas após a consideração de diversos factores, como a avaliação do património do agregado familiar.

Em 2023, segundo os dados referenciados pela autoridade sanitária, cerca de 95% dos doentes usufruíram de cuidados de saúde gratuitos ou estiveram isentos do pagamento das despesas da diálise, enquanto os restantes não preencheram os requisitos “graças ao elevado nível de património e rendimentos”.

 

C.B.