Governo chinês reitera apoio a Macau e Hong Kong na melhoria do bem-estar da população

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O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, assinalou o apoio para Macau e Hong Kong no seu desenvolvimento económico e na melhoria do bem-estar da população. Manifestou ainda a esperança de as RAE trabalharem para o intercâmbio internacional e a integração nacional. Num relatório de trabalho apresentado na Assembleia Popular Nacional, Li Qiang instou ainda a Macau para aderir ao princípio de governação por patriotas. Já o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, diz que vai conduzir a sociedade a aprender o espírito das “duas sessões” e promete defesa à segurança nacional.

 

Pequim reconheceu que vai dar um maior apoio à melhoria do bem-estar da população de Macau e Hong Kong e ao aprofundamento do intercâmbio e cooperação internacionais nas RAE, revelou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, na abertura da sessão plenária anual da Assembleia Popular Nacional (APN).

Segundo o relatório sobre o trabalho do Governo apresentado ontem no órgão legislativo máximo do país, Li Qiang, em representação do Conselho do Estado, defendeu também a importância de promover a integração de Macau e Hong Kong na conjuntura de desenvolvimento nacional, bem como o crescimento económico das RAE.

O primeiro-ministro, durante a leitura do relatório, voltou a apelar para a “implementação abrangente, precisa e inabalável” dos princípios ‘um país, dois sistemas’, ‘Hong Kong governado pelas suas gentes’ e ‘Macau governado pelas suas gentes’ com alto grau de autonomia.

Instou, entretanto, às regiões administrativas especiais para aderirem à governação apenas por patriotas. “[Temos de] defender a Constituição, salvaguardar a ordem constitucional das RAE, tal como estabelecido na Constituição e na Lei Básica, implementar os princípios de ‘Hong Kong governado por patriotas’ e ‘Macau governado por patriotas’”, afirmou o político, destacando a necessidade de manter a prosperidade e a estabilidade a longo prazo de Hong Kong e de Macau.

A terceira sessão do 14.ª APN arrancou ontem e decorre até 11 de Março, na próxima terça-feira. Li Qiang anunciou na sessão de abertura várias políticas e metas de trabalho para este ano. Na parte dedicada aos assuntos das RAE, comparando com a do ano passado, o relatório acrescentou este ano o destaque aos intercâmbios e a cooperação internacionais.

Ainda no documento Li Qiang falou sobre Taiwan e salientou que “opõe-se resolutamente à independência de Taiwan e à interferência de forças externas”, reafirmando que está assente no princípio de “Uma Só China” e no “Consenso de 1992”.

Assumiu, neste caso, a promoção do “desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito”, incluindo “melhorar o sistema e as políticas de promoção dos intercâmbios e da cooperação económica e cultural” e “aprofundar a integração e o desenvolvimento” entre os dois lados do Estreito.

 

SAM HOU FAI AGRADECE APOIO DO GOVERNO CENTRAL

 

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, expressou a sua gratidão ao Governo Central pela atenção e apoio à RAEM e garantiu que vai, em conjunto com todos os sectores da comunidade, estudar e implementar o espírito das “duas sessões”, da APN e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC).

Presente ontem na sessão de abertura da APN em Pequim para “aprender o importante espírito” do relatório sobre o trabalho do Governo apresentado por Li Qiang, Sam Hou Fai destacou, numa nota de imprensa, a determinação de aproveitar as oportunidades trazidas a Macau pelo “avanço da modernização ao estilo chinês” do país.

“O Governo da RAEM vai seguir as disposições do Governo Central de aprofundar a reforma abrangente para traduzir o espírito das ‘duas sessões’ em acções práticas. Através do reforço da coordenação interdepartamental e da articulação política, aumentará a eficácia e o nível de governação”, asseverou.

Sam Hou Fai reiterou, aliás, o esforço na promoção da diversificação económica e na construção de uma plataforma com nível mais elevado de abertura ao exterior, de modo a potenciar efectivamente Macau como interlocutor entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Segundo o comunicado, Sam referiu estar empenhado ainda em seguir as instruções dada pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante a sua visita a Macau no final do ano passado, continuando a implementar, de forma inabalável, abrangente e precisa, o princípio ‘um país, dois sistemas’. Indicou que a RAEM deve também continuar a salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses do desenvolvimento do país, “uma vez que a segurança nacional é o princípio fundamental para ‘um país, dois sistemas’”, justificou.