O Governo vai incluir nas Linhas de Acção Governativa políticas que visam melhorar o ambiente de negócios para empresas locais, bem como medidas para reforçar a ligação entre Macau e a Ilha da Montanha. O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, reuniu-se com a Associação Comercial de Macau e os membros de Macau na Assembleia Popular Nacional para ouvir as suas opiniões. Os representantes solicitaram ao Governo mais promoção comercial e turística.
O Executivo vai definir políticas e medidas específicas no âmbito da diversificação da economia com o objectivo de criar um melhor ambiente de negócios para as empresas de Macau. A afirmação veio do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, numa reunião com a Associação Comercial de Macau onde foi abordada a elaboração das Linhas de Acção Governativa (LAG) para este ano.
De acordo com uma nota de imprensa do Governo, Sam Hou Fai disse também que espera que a Associação Comercial de Macau “aproveite a sua influência” para incentivar o sector industrial e comercial a participar no desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin e da Grande Baía. O governante pediu ainda apoio e colaboração da associação na implementação de várias políticas e medidas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do território.
Chui Sai Cheong, presidente da Associação Comercial de Macau, salientou na ocasião que o Governo dá importância ao sector comercial e a associação recolheu opiniões dos membros em matéria da restauração e bebidas, turismo, comércio a retalho e finanças de Macau, que foram já submetidas às autoridades.
O também deputado garantiu ainda que a entidade vai continuar a desempenhar o papel de plataforma para se focar no desenvolvimento económico e estabilidade social de Macau e impulsionar a comunicação e cooperação com os vários sectores.
Além disso, Ma Iao Lai, presidente permanente da associação, apelou para se acelerar a integração de Macau e Hengqin, enquanto os outros representantes, Liu Chak Wan, Jia Tianbing, Pansy Ho, Chui Sai Peng, Lam Kam Seng e Chui Yuk Lum, pediram a promoção de produtos de marca de Macau, o desempenho pleno do papel como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, aperfeiçoamento do ambiente de negócios, incentivos fiscais, entre outros.
O Chefe do Executivo reuniu-se ainda, na passada quinta-feira, com os representantes de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN), destacando o esforço do Governo na integração em Hengqin, bem como o trabalho de revitalização dos bairros, com contexto histórico e cultural, com o intuito de criar atracções turísticas com características locais.
Sam Hou Fai garantiu que vai formular medidas e políticas de forma pragmática que serão favoráveis ao desenvolvimento estável de Macau e ao bem-estar da população, e encorajou os deputados de Macau à APN a opinarem sobre a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento.
Citado pelo comunicado, na reunião, Kou Hoi In, membro do Comité Permanente da APN, sugeriu a criação de um novo marco turístico e a cobertura total do serviço de ligação à rede sem fios (WiFi) em toda a cidade. Já Lao Ngai Leong fez votos de que o Governo aperfeiçoe as infraestruturas dos postos fronteiriços e estude com os serviços competentes do interior da China a adopção de um modelo de passagem fronteiriça ainda mais conveniente.
SAM HOU FAI DESTACA APOSTAS NA CIÊNCIA E TECNOLOGIA INOVADORA
O Chefe do Executivo recebeu, na sexta-feira, o reitor da Universidade das Nações Unidas e subsecretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Tshilidzi Marwala, e garantiu na reunião que dá elevada importância ao desenvolvimento e à aplicação da ciência e tecnologia inovadora, bem como impulsionar a sua industrialização. Segundo Sam Hou Fai, Macau pode potenciar a sua função de ligação de incentivar universidades e empresas estrangeiras a iniciarem cooperação e criar bases para investigação científica em Macau e Hengqin. Além disso, o líder do Governo teve ainda encontros com o director-adjunto da Administração Geral da Alfândega, Wang Lingjun, e Zhong Nanshan, presidente da Comissão de Orientação do Instituto de Medicina Translacional e Inovação de Macau, respectivamente, para discutir a evolução de Hengqin e a indústria de ‘big health’ e da medicina tradicional chinesa.











