No ano passado, o carbono emitido pela frota das duas operadoras de autocarros públicos foi reduzido em 3,9% e 7,5%, em comparação com 2023. A informação foi divulgada pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) em resposta a uma interpelação escrita do deputado Che Sai Wang.
No ano passado, as duas operadoras de autocarros públicos – TCM e Transmac – reduziram a emissão de carbono por parte das suas frotas em 3,9% e 7,5%, em comparação com o ano anterior. Em 2023, a redução tinha sido mais acentuada, entre 18,2% e 30%.
As informações foram partilhadas pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) em resposta a uma interpelação escrita do deputado Che Sai Wang.
Citando dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), a DSPA recorda ainda que, até 31 de Janeiro deste ano, encontravam-se em circulação 929 autocarros movidos a novas energias, pertencentes às duas operadoras de autocarros, representando mais de 92% do total de autocarros públicos a operar em Macau. De acordo com os dados fornecidos pelas duas operadoras de autocarros, no último triénio, “o volume total de carbono emitido pela frota operacional dessas duas operadoras diminuiu significativamente”.
Por outro lado, até Janeiro deste ano, operavam em Macau 210 táxis movidos exclusivamente a energia eléctrica, representando 11,9% do número total de táxis em circulação, e 1.526 táxis híbridos, correspondendo a cerca de 86,2% do número total de táxis em Macau.
Na interpelação, o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pedia detalhes sobre as medidas para promover a utilização de veículos ecológicos. A DSPA deu como exemplos a isenção de imposto sobre veículos novos que utilizem energias alternativas e a criação de mais de 2.200 lugares de carregamento destinados a automóveis ligeiros e mais de 600 lugares de carregamento para ciclomotores e motociclos eléctricos em parques de estacionamento públicos. Além disso, foi lançado já este ano o projecto-piloto para a instalação nas vias/bairros, de armários de baterias de ciclomotores e motociclos eléctricos para troca.
“No futuro, o Governo da RAEM continuará a estar atento ao aumento do número de veículos eléctricos e ao desenvolvimento tecnológico, mantendo a comunicação com o sector, bem como procurará mais locais adequados com vista a aumentar o número dessas instalações de carregamento e de troca de baterias”, lê-se na resposta da DSPA.
As autoridades lembram ainda que, para intensificar a fiscalização dos veículos obsoletos e com elevadas emissões de gases de escape poluentes, bem como elevar a consciência dos proprietários sobre a reparação e manutenção dos seus veículos, a partir de Março do ano passado, foi retomada a inspecção aleatória dos veículos inspeccionados relativamente às emissões de gases de escape, devendo os veículos que não passaram na inspecção ser submetidos às reparações necessárias e à inspecção extraordinária ou à uma nova inspecção, sob pena de serem abatidos.











